Trabalhadores De Saúde No Sus: Vínculos Frágeis? Implicações Complexas? – Karina Daleprani Espindula

Trabalhadores De Saúde No Sus: Vínculos Frágeis? Implicações Complexas? – Karina Daleprani Espindula
Acessar

Resumo:

Esta pesquisa procura identificar as estratégias adotadas pelo município de Vitória/ES para fazer frente ao processo de desprecarização dos vínculos de trabalho dos enfermeiros e médicos das equipes de saúde da família; bem como caracterizar o perfil desses profissionais; analisar as modalidades e as formas de inserção na ESF; analisar o significado dessas mudanças em seu processo de trabalho; e analisar a satisfação desses trabalhadores em relação ao trabalho realizado. Adota uma metodologia de abordagem qualitativa que utiliza o estudo exploratório e documental. Trabalha com dados levantados no período de novembro de 2007 a janeiro de 2008; por meio de entrevistas com os profissionais da Estratégia Saúde da Família. Emprega a técnica de Análise do Discurso do Sujeito Coletivo na tabulação e organização dos dados. Para interpretá-los faz uso da estratégia de Análise de Conteúdo. Observa de forma geral; que o município de Vitória avançou em alguns aspectos relacionados à desprecarização dos vínculos de trabalho; principalmente em relação à realização de concursos públicos; que possibilitaram a efetivação dos trabalhadores da ESF. Também destaca a implantação do Plano de Cargos; Carreiras e Vencimentos para os profissionais da saúde e de ações voltadas para a capacitação e treinamento; bem como para a reorganização da estrutura administrativa da Secretaria de Saúde; que contemplou à área de Gestão do Trabalho. Evidencia o reconhecimento por parte dos profissionais da importância do vínculo institucional como forma de proporcionar maior motivação e segurança; o que; por sua vez; favorece o desenvolvimento do processo de trabalho como um todo; ou seja; os aspectos relacionados ao vínculo com a comunidade; a realização de um trabalho contínuo e a longo prazo e a construção de um projeto profissional coletivo. Conclui que; apesar de existirem várias ações em andamento; estas ainda não conseguiram organizar o processo de trabalho de forma satisfatória. Identifica alguns pontos de estrangulamento; como as Rodas de Educação Permanente; que ainda não conseguiram alcançar seus objetivos; a Mesa de Negociação; totalmente desconhecida pelos profissionais; e a ineficiência de ações voltadas para o desenvolvimento e valorização de pessoal; o que tem influência direta na organização do modelo de atenção à saúde. As questões levantadas indicam a necessidade de maior interação entre os membros das equipes e da ampliação da participação dos trabalhadores nas questões relacionadas ao desenvolvimento de seu processo de trabalho.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFES/SAÚDE COLETIVA
  • Área de Conhecimento: SAÚDE COLETIVA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 3.89 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

Faça download do ebook em PDF: