Testes Funcionais E A Relação Com O Índice Bode Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – Eloisa Maria Gatti Regueiro

Testes Funcionais E A Relação Com O Índice Bode Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – Eloisa Maria Gatti Regueiro
Acessar

Resumo:

Objetivos: investigar o comportamento da ventilação pulmonar ( E) do consumo de oxigênio ( O2) e da produção de dióxido de carbono ( CO2) nas atividades da vida diária (AVD) e nos testes funcionais de membros inferiores (MMII) dos indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e controle; verificar se os métodos empregados para a avaliação das AVD refletem adequadamente a limitação funcional dos indivíduos com DPOC; e se há correlação entre as variáveis avaliadas durante as AVD; o desempenho nos testes de MMII e o comprometimento muscular periférico de membros superiores (MMSS) com o índice BODE (Body mass index; airflow Obstruction; Dyspnea and Exercise capacity) nos indivíduos com DPOC. Material e Métodos: A amostra foi composta por 17 homens na faixa etária de 58 a 80 anos; sendo dez com DPOC de obstrução pulmonar moderada a muito grave compondo o grupo DPOC (GDPOC) e sete saudáveis compondo o grupo controle (GC). Todos foram avaliados quanto a realização do teste das AVD pelas variáveis ventilatórias e metabólicas; ao teste de caminhada de seis minutos em corredor (TC6Co) pela distância percorrida (DP); ao teste de caminhada de seis minutos em esteira (TC6E) pela DP e velocidade; ao teste de sentar e levantar da cadeira (TSLC) pelo número de repetições ao sentar e levantar e ao teste de preensão palmar em diferentes posturas. O GDPOC foi classificado quanto ao índice BODE e foram realizadas correlações entre os testes realizados e esse índice nesse mesmo grupo. Resultados: a análise intergrupo detectou diferença significativa (p<0;05) em relação a AVD de elevar potes na altura dos olhos ( E; CO2); pentear os cabelos; elevar potes acima dos ombros; estender roupa no varal e varrer o chão ( CO2) e nos TC6Co quanto a DP; no TC6E quanto a velocidade e no TSLC quanto ao número de repetições ao sentar e levantar da cadeira. Constatou-se ainda que o índice BODE apresentou forte correlação (r≥0;66) com o TC6E; TSLC e com a força de preensão palmar. Conclusão: os indivíduos com DPOC apresentaram menor tolerância ao esforço físico comparado ao GC durante a realização das AVD e dos testes de MMII. Que os métodos empregados para a avaliação das AVD utilizados não refletiram a limitação funcional do GDPOC que apresentou predominantemente moderada obstrução; e que o preditor de gravidade índice BODE apresentou associação com os fatores limitantes avaliados nos TC6E; TSLC e com a força de preensão palmar nesse grupo; apontando a possibilidade de sugerir a utilização dos mesmos na determinação da capacidade de exercício físico no cálculo do índice BODE.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFSCAR/FISIOTERAPIA
  • Área de Conhecimento: FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 1.39 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

Faça download do ebook em PDF: