Testes E Provas: Possibilidades De Interrogar O “Distúrbio Articulatório” Como Categoria Nosográfica Na Clínica De Linguagem – Milena Quinto Marchiori

Testes E Provas: Possibilidades De Interrogar O “Distúrbio Articulatório” Como Categoria Nosográfica Na Clínica De Linguagem – Milena Quinto Marchiori
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Resumo:

Esta dissertação trata de questões relativas aos instrumentais utilizados na Clínica Fonoaudiológica que privilegiam o nível fonético-fonológico utilizados no processo de avaliação de linguagem; especialmente; para caracterizar os quadros dos ditos “distúrbios articulatórios”. Para tratar essa questão; discuti a literatura recente sobre o tema no campo da Fonoaudiologia e; em seguida; fiz uma retrospectiva dos trabalhos realizados no interior do Projeto Aquisição Patologias e Clínica de Linguagem. Pude problematizar o modo como instrumentais baseados em diferentes perspectivas teóricas levam a um modo particular de encaminhar a clínica. Para encaminhar as questões clínicas desta dissertação; submeti duas crianças a um teste de estimulabilidade e após a aplicação; a fala dessas mesmas crianças foi avaliada em situação dialógica. Esse movimento me fez ver que provas e testes engessam a fala e apagam o falante. Após a discussão do material clínico destaquei a importância de uma reflexão lingüística que não operasse a estratificação da língua em níveis e sistemas e nem apagasse o falante e a função da fala. Pude com isso estabelecer uma análise diferenciada da fala dessas crianças e apreender; nas situações discursivas; movimentos singulares que ficam apagados em atividades dirigidas/direcionadas. Finalmente; problematizei as categorias nosográficas com as quais opera a clínica de linguagem e apontei para a necessidade de colocá-las em discussão à luz de um pensamento estrutural. As reflexões tecidas nesta dissertação partem de reflexões que tem como pano de fundo teórico os fundamentos que orientam o Grupo de Pesquisa Aquisição; Patologia e Clínica de Linguagem; coordenado pela Profa. Dra. Maria Francisca Lier-DeVitto e pela Profa. Dra Lúcia Arantes; no LAEL/PUC-SP. Nessa perspectiva fala e sujeito estão imbricados e a relação que o sujeito entretém com a própria fala e a fala do outro; é articulado pelo funcionamento da língua; trata-se de um compromisso com a densidade significante da fala que não apaga o falante.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: PUC/SP/LINGÜÍSTICA APLICADA E ESTUDOS DA LINGUAGEM
  • Área de Conhecimento: LINGÜÍSTICA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 538.69 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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