Testes De Toxicidade Aguda Através De Bioensaios No Extrato Solubilizado Dos Resíduos Classe Iia – Não Inertes E Classe Iib – Inertes – Nébora Liz V. B. Rodrigues

Testes De Toxicidade Aguda Através De Bioensaios No Extrato Solubilizado Dos Resíduos Classe Iia – Não Inertes E Classe Iib – Inertes – Nébora Liz V. B. Rodrigues
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Resumo:

A expansão do processo industrial tem acarretado um aumento considerável na produção e complexidade dos resíduos sólidos industriais. Devido à grande diversidade de substâncias potencialmente tóxicas introduzidas nos processos industriais; e a uma destinação inadequada dos resíduos sólidos; ocorre o agravamento dos problemas ambientais; podendo atingir o ar; o solo e; principalmente; as águas superficiais e do subsolo. O objetivo deste trabalho foi propor a utilização de bioensaios; através de testes de toxicidade aguda com dois organismos bioindicadores de toxicidade; como mais um parâmetro a ser analisado no extrato solubilizado dos resíduos que; segundo a NBR 10004/04 seriam classificados como classe II A – não inertes ou classe II B – inertes. Para este estudo foram realizados testes de solubilização em 18 amostras de resíduos; já préclassificados como classe II A ou II B; provenientes de diferentes ramos industriais. Em apenas cinco destas amostras foi realizado testes de lixiviação para comprovar a inexistência de resíduos classe I – perigosos entre as amostras. Posteriormente; no extrato solubilizado foram analisados alguns metais para confirmar a classificação das amostras e; também; foi avaliada a toxicidade de cada extrato solubilizado; em presença de microcrustáceos (Daphnia magna) e bactérias (Vibrio fischeri); cujos resultados foram expressos em fator de toxicidade (FT); o qual representa a primeira de uma série de diluições de uma amostra que não cause efeito tóxico agudo aos organismos teste. Realizaram-se; também; testes de toxicidade no drenado dos aterros classe II A e II B. Através dos resultados obtidos nos testes de metais a classificação dos resíduos submetidos à bioensaios foi confirmada. Ainda; verificou-se que a toxicidade foi constatada nos extratos solubilizados dos 18 resíduos analisados e que; quando os valores de FT encontrados foram comparados com os limites máximos de toxicidade para Daphnia magna e Vibrio fischeri; estabelecidos pela Portaria 017/02 da FATMA para lançamento de efluentes; apenas três das amostras estariam próprias para lançamento. Já; a toxicidade encontrada no drenado dos aterros; com FT de 256 para Víbrio fischeri e com FT variando entre 64 e 128 para Daphnia magna; ficou muito superior do que a toxicidade de cada extrato solubilizado analisado separadamente. Com a aplicação da proposta deste trabalho; os resíduos que classificados pela NBR 10004/04 como classe II A ou IIB; mas que apresentassem um FT superior ao estabelecido para lançamento (resíduos 01; 02; 03; 05; 06; 07; 08; 09; 10; 11; 12; 13; 16; 17 e 18); poderiam ser destinados no aterro classe I – perigoso; o qual seu drenado passaria por um tratamento para redução da toxicidade; além dos já aplicados para atingir as outras condições e padrões exigidos pelo CONAMA; antes de ser lançado no corpo receptor. Assim; o padrão de qualidade das águas; disposto pela Resolução CONAMA 357/05; seria mantido; e a geração de resíduos altamente tóxicos seria minimizada; já que o tratamento de decomposição da toxicidade é um processo difícil e com custo elevado.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFPR/ENGENHARIA DE RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTAL
  • Área de Conhecimento: ENGENHARIA SANITÁRIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2005
  • Tamanho: 1.22 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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