Staphylococcus Aureus Resistentes A Oxacilina Isolados De Hospitais Do Rio De Janeiro: Aspectos Fenotipicos E Moleculares Da Resistência E Correlação Com A Virulência E Genótipos – Roberta Mello Ferreira Caboclo

Staphylococcus Aureus Resistentes A Oxacilina Isolados De Hospitais Do Rio De Janeiro: Aspectos Fenotipicos E Moleculares Da Resistência E Correlação Com A Virulência E Genótipos – Roberta Mello Ferreira Caboclo
Acessar

Resumo:

A epidemiologia das infecções hospitalares por S. aureus resistentes à oxacilina (ORSA) tem se alterado devido aos recentes relatos de amostras não multirresistentes, SCCmec IV, associadas a presença de fatores de virulência, como a leucocidina de Panton Valentine (PVL). O objetivo deste trabalho foi verificar a prevalência dos tipos de SCCmec em amostras ORSA isoladas de dois hospitais do Rio de Janeiro e correlacionar com a resistência aos antimicrobianos, virulência e genótipos. Foram analisadas 100 amostras ORSA isoladas de 98 pacientes, 77 isoladas no Hospital Naval Marcílio Dias (HNMD) e 23 no Hospital Copa’Dor (HCD). Entre elas, 61% apresentaram o SCCmec III, 24% SCCmec IV e 15% SCCmec II. As amostras tipo III foram resistentes a pelo menos seis classes de antimicrobianos e 93,5% delas apresentaram Concentração Mínima Inibitória (CMI) para oxacilina maior ou igual a 256 μg/mL. As amostras tipo IV foram, em geral, resistentes a no máximo quatro classes e 91,7% delas apresentou CMI para oxacilina entre 8 e 32 μg/mL. As amostras tipo II apresentaram resistência intermediária aos dois tipos anteriores e CMI para oxacilina de 128μg/mL para 73,3 % das amostras. A CMI para vancomicina foi de 1 μg/mL para 87% das amostras. Após análise por PFGE, 88,9% das 27 amostras tipo III analisadas, foram do genótipo A, relacionado ao clone hospitalar prevalente no Brasil. Das 15 amostras tipo II, nove apresentaram similaridade ao clone USA800 (pediátrico) e três ao clone USA100 (Nova York/Japão). As amostras tipo IV apresentaram grande diversidade genômica. Entre as 18 amostras do HNMD, 66,7% pertenciam ao genótipo F, similar ao clone USA400, relacionado a infecções comunitárias nos EUA. No HCD as seis amostras tipo IV apresentaram seis perfis diferentes. Seis amostras, todas tipo IV, positivas para os genes da PVL, quatro do mesmo paciente no HCD, e as outras duas de pacientes do HNMD, sendo uma considerada de origem hospitalar, foram detectadas. Cinco delas foram similares a um dos clones da Oceania, enquanto a outra foi relacionada ao USA800. Nossos resultados mostram que clones descritos em outros países estão disseminados e causando infecções tanto de origem comunitária quanto hospitalar no Brasil. A diferença observada entre os hospitais em relação a diversidade genômica das amostras ORSA tipo IV pode ser em parte decorrente do perfil e número de pacientes atendidos e/ou do tipo de atendimento médico dispensado.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFRJ/CIÊNCIAS (MICROBIOLOGIA)
  • Área de Conhecimento: MICROBIOLOGIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 1.74 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

Faça download do ebook em PDF: