Solos E Ambientes Do Quadrilátero Ferrífero (Mg) E Aptidão Silvicultural Dos Tabuleiros Costeiros – Amaury De Carvalho Filho

Solos E Ambientes Do Quadrilátero Ferrífero (Mg) E Aptidão Silvicultural Dos Tabuleiros Costeiros – Amaury De Carvalho Filho
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Resumo:

Dois ambientes brasileiros bastante distintos foram abordados neste trabalho: o Quadrilátero Ferrífero; situado na porção centro-sul do estado de Minas Gerais; e os Tabuleiros Costeiros; que se estendem em faixa estreita ao longo do litoral desde o estado do Rio de Janeiro até o Amapá. O primeiro foi estudado tanto num contexto mais geral; no que tange à distribuição dos solos na paisagem e suas interrelações com os componentes do meio-físico; tendo como base uma porção representativa da região; referente à Área de Proteção Ambiental da Região Metropolitana de Belo Horizonte (APA Sul RMBH); em que foram reconhecidos e caracterizados sete pedoambientes distintos; como num contexto mais específico; direcionado para a caracterização física; química e mineralógica; com atenção especial aos óxidos (termo inclusivo para óxidos; oxihidróxidos e hidróxidos) de ferro e à relação entre conteúdo de elementos-traço e material de origem; e taxonomia de solos com elevados teores de ferro; que são comuns nesse ambiente. Para isso; foram amostrados na área do Quadrilátero Ferrífero solos provenientes do intemperismo de três materiais de origem preferenciais: itabirito; dolomito ferruginoso (respectivamente das formações Cauê e Gandarela; ambas do Grupo Itabira) e serpentinitos (do Complexo Córrego dos Boiadeiros); a cujo acervo foram incluídos solos de outras regiões brasileiras; desenvolvidos de diferentes materias de origem; com destaque para tufito; basalto e rochas básico-ultrabásicas. Ao lado dos teores muito elevados de óxidos de ferro obtidos pelo ataque sulfúrico; em seu conjunto os solos estudados diferenciam-se pela intensa cor vermelha e expressiva concentração de maghemita (das mais elevadas em solos brasileiros); que ao lado de hematita e goethita constituem os minerais dominantes na fração argila; o que torna questionável a utilização da cor como critério exclusivo de distinção taxonômica de Latossolos em nível de subordem; conforme adotado pelo atual Sistema Brasileiro de Classificação de Solos; critério este que se fundamenta; em síntese; na proporção entre goethita e hematita; indicada pelo matiz. Em vista disso; é sugerido que o teor de óxido de ferro seja considerado em conjunto com a cor na distinção de Latossolos em segundo nível categórico; à semelhança do critério utilizado para a diferenciação desses solos pelo esquema de classificação anteriormente adotado no Brasil. Em alguns solos desenvolvidos de dolomitos ferruginosos da Formação Gandarela; que se distinguem por uma coloração notadamente escurecida; foi registrada a presença de todoroquita; óxido de manganês cuja identificação em solos é muito pouco comum. Vale ressaltar que em alguns solos aqui estudados; os teores de óxidos de manganês (sem pré-tratamentos de concentração) são dos mais elevados em nosso país. Quanto ao conteúdo total de elementos-traço; foi observada uma clara diferenciação entre solos relacionados a itabirito e a dolomito ferruginoso; de um lado; com teores muito inferiores aos daqueles desenvolvidos de tufito e basalto; e de outro os derivados de serpentinito; em que alguns dos elementos analisados; em especial cromo e níquel; encontram-se em concentrações extremamente elevadas; indicando potencial poluidor. O valor 0;10 da relação molecular entre o conteúdo de óxidos de titânio e de ferro (TiO2/Fe2O3) obtidos pelo ataque sulfúrico mostrou ser um limite adequado para a distinção dos solos desenvolvidos de tufito e de basalto daqueles relacionados a materiais ferríferos e a rochas básico-ultrabásicas. Outro aspecto que se destaca refere-se à abundância de concreções ferruginosas (petroplintita) na fração grosseira (calhaus e cascalhos) de alguns solos do Quadrilátero Ferrífero; que; de acordo com os critérios atuais; conduz ao seu enquadramento como Plintossolos Pétricos; a despeito das condições pedogenéticas muito distintas em relação ao ambiente de formação da plintita; a par de outras características morfológicas diferenciais. Dessa forma; é também questionada a figura do horizonte concrecionário como horizonte diagnóstico; conforme definido pelo atual Sistema Brasileiro de Classificação de Solos; frente à incongruência com o caráter morfogenético considerado como princípio básico da classificação pedológica. Quanto ao ecossistema representado pelos Tabuleiros Costeiros brasileiros; foi proposto um sistema para avaliação da aptidão sivicultural para eucalipto; motivado pela forte expansão dessa cultura sobre áreas dessa unidade de paisagem e ausência de critérios mais específicos para avaliação das potencialidades de uso de suas terras. Foram adotados os conceitos básicos do método de avaliação da aptidão agrícola utilizado pela Embrapa; estabelecendo-se parâmetros e simbolização próprios para avaliação da aptidão silvicultural; considerando-se a cultura do eucalipto nesse ambiente específico; e dois níveis de manejo (médio e alto nível tecnológico). Com base nos critérios estabelecidos; foi elaborado um sistema inform

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFLA/CIÊNCIA DO SOLO
  • Área de Conhecimento: AGRONOMIA
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 2.62 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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