O Desfecho Perinatal Da Aloimunização Eritrocitária Não Relacionada Ao Antígeno Rhd – Guilherme Antonio Rago Lobo

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Resumo:

Resumo Objetivos: Analisar o desfecho perinatal da Aloimunização eritrocitária não-relacionada ao antígeno RhD. De forma complementar confrontar os resultados perinatais com os da Aloimunização RhD e com aqueles de gestantes Rh- não-sensibilizadas. Método: Estudo observacional descritivo realizado no período de Janeiro de 2000 a Julho de 2005. Foram avaliadas 15 gestantes sensibilizadas por anticorpos não-D (grupo A) 55 grávidas Rhsensibilizadas pelo anti-D (grupo B) e 130 gestantes Rh- não-sensibilizadas (grupo controle C). Foram apurados os seguintes parâmetros relativos à gestante e ao recémnascido: título do anticorpo alterações ultra-sonográficas ao longo do acompanhamento pré-natal transfusão intra-uterina via de parto idade gestacional ao nascimento peso ao nascimento índice de Apgar no quinto minuto hematócrito do recém-nascido necessidade de transfusão e/ou exsanguino transfusão no período neonatal tempo de internação no berçário natimortalidade e mortalidade no período neonatal. Resultados: No grupo A encontramos sete gestantes sensibilizadas por anticorpos do sistema Lewis três por anticorpos do sistema Kell três por anticorpos relacionados ao sistema MNS e duas pelo sistema Diego. Título de anticorpo &#8805 1/16 foi encontrado em todas as pacientes do grupo B e em 27% do grupo A. As alterações ultra-sonográficas estiveram presentes de maneira semelhante entre as grávidas dos grupos A e B (20% e 25%). Transfusão intra-uterina embora mais freqüente no grupo B em relação ao grupo A (20% e 7%) não apresentou significância estatística. O parto cesáreo foi realizado de forma crescente nos grupos C A e B (44% 53% e 78%). O parto pré-termo teve maior incidência no grupo B em comparação aos grupos A e C (40% 27% e 7%) assim como o baixo peso ao nascer (39% 27% e 7%). Índice de Apgar < 7 no 5º minuto foi semelhante entre os três grupos. O hematócrito médio obtido de sangue do cordão umbilical foi significativamente maior entre os recém-nascidos do grupo A em relação ao grupo B (43% e 405%). Transfusão e/ou exsanguino transfusão foram indicadas mais vezes nos infantes do grupo B em relação àqueles dos grupos A e C (69% 14% e 1%). Internação prolongada no berçário (maior que três dias) foi mais encontrada também no grupo B quando comparada aos grupos A e C ( 75% 14% e 2%). Verificaram-se quatro óbitos intra-uterinos um no grupo A dois no grupo B e um no grupo C. Nenhum óbito foi registrado no período neonatal entre infantes dos grupos A e C enquanto no grupo B três recém-nascidos tiveram êxito letal. Conclusões: A Aloimunização eritrocitária não-relacionada ao antígeno D pode determinar quadro de Doença hemolítica perinatal grave com necessidade de tratamento intra-uterino. Em comparação à Aloimunização RhD no entanto determina melhor desfecho perinatal considerando-se o hematócrito ao nascimento a necessidade de transfusão e/ou exsanguino transfusão no período neonatal o tempo de internação no berçário e o decesso perinatal.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UNIFESP/MEDICINA (OBSTETRÍCIA)
  • Área de Conhecimento: MEDICINA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2007
  • Tamanho: 2.47 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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