Níveis Séricos De Leptina Em Vítimas De Traumatismo Crânio-Encefálico Grave – Adriana Roloff

Níveis Séricos De Leptina Em Vítimas De Traumatismo Crânio-Encefálico Grave – Adriana Roloff
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Resumo:

O trauma representa a principal causa de mortalidade em pessoas de 1 a 44 anos e o traumatismo crânio-encefálico (TCE) é o principal determinante de mortalidade e incapacidade decorrente do trauma. O TCE grave apresenta mortalidade entre 30 e 80%, contudo, a predição prognóstica persiste um desafio na prática médica em vista do valor preditivo variável da avaliação clínica na identificação de pacientes com maior risco de deterioração por progressão do dano neural secundário. Assim, é crescente o interesse na investigação de potenciais biomarcadores, que reflitam a gravidade do dano cerebral, e se correlacionem com mortalidade e prognóstico funcional nas vítimas de TCE grave. Alterações neuroendócrinas são freqüentes em vítimas de TCE grave. Neste cenário, evidências recentes indicam que a leptina modula respostas fisiológicas no sistema nervoso central e poderia ter ação neuroprotetora. Desta forma, a presente coorte prospectiva teve como objetivo investigar os níveis séricos de leptina em 30 homens vítimas de TCE grave (GCS 3-8). Amostras de sangue venoso foram obtidas na admissão das vítimas de TCE grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais envolvidos no estudo. O grupo controle foi constituído de indivíduos vítimas de politrauma sem TCE. O grupo de vítimas de TCE grave apresentou idade mediana de 45 anos e escore médio na GCS de 5,3 na admissão na UTI. A mortalidade do grupo de vítimas de TCE grave estudada foi de 65%. Os níveis séricos de leptina foram determinados em todos os indivíduos investigados. O tempo médio entre o evento traumático e a coleta da primeira amostra de sangue foi de 6,7±5,9 horas. No grupo de politrauma sem TCE, a concentração média de leptina sérica foi de 173,2±83,0 picog/mL, enquanto que, no grupo de vítimas de TCE grave, a concentração média de leptina foi de 435,3±50,3 picog/mL (média±E.P). Considerando-se os níveis séricos de leptina foi observada diferença significativa entre o grupo controle e o grupo com TCE grave. Todavia, não houve correlação, nas vítimas de TCE, entre os níveis séricos de leptina e o desfecho fatal ou o tipo de TCE (TCE isolado/TCE associado à politrauma). Dessa forma, os níveis séricos de leptina não apresentaram valor preditivo de desfecho precoce no TCE grave.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: ULBRA/DIAGNÓSTICO GENÉTICO E MOLECULAR
  • Área de Conhecimento: GENÉTICA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2010
  • Tamanho: 685.62 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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