Movimento De Cultura Popular E Os “Homens De Boa Vontade”: Os Cristãos De Esquerda E Os Comunistas De Mãos Dadas Com A Educação E Cultura Popular (1960 – 1964) – Jorge José Barros De Souza

Movimento De Cultura Popular E Os “Homens De Boa Vontade”: Os Cristãos De Esquerda E Os Comunistas De Mãos Dadas Com A Educação E Cultura Popular (1960 – 1964) – Jorge José Barros De Souza
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Resumo:

O trabalho pretende resgatar o Movimento de Cultura Popular e sua importância, no período em que ele existiu. Também terá a preocupação de fazer um análise dos sujeitos envolvidos na criação, na formação e na disseminação de cultura popular. A problemática que se quer analisar, utilizando-se toda a responsabilidade que o historiador deve ter com as fontes e, qualquer outro recurso metodológico, é a de explicar as convergências e divergências em torno do projeto do MCP. O fio condutor é o papel do intelectual orgânico que rompe com aquela educação bancária e, deseja emancipar aquele indivíduo que está oprimido, fazendo com que ele compreenda a realidade em que vive, libertando-se da opressão. Este trabalho não pode prescindir da análise do papel de Paulo Freire no Movimento de Cultura Popular. No Movimento de Cultura Popular temos as esquerdas cristãs – socialistas e católicos independentes – e comunistas, o que não deve ser deixado de lado a participação desses grupos. E toda a discussão do que representou a esquerda naquele momento, bem com as reformulações que estavam sendo feitas no início dos anos sessenta. Analisar o mundo, naquele momento, é de suma importância, pois o próprio MCP manifesta-se das contradições daquele mundo. São homens que, no seu tempo, não queriam ser somente participantes, mas transformadores em seu mundo. Inserir o MCP num mundo que era outro após a Segunda Guerra Mundial é ponto de partida para podermos compreender o seu papel, a sua existência e a sua importância. As revoluções em curso, depois da Segunda Guerra (a cubana a mais importante, pois influenciou toda a América latina e a Chinesa), as viagens interplanetárias, a cisão sino-soviética, as descolonizações afro-asiáticas, o Concílio Vaticano II e todo o contexto da Guerra Fria; no Brasil a crise do “populismo”, o surgimento de uma política popular, as discussões em torno do modelo econômico verificado pela CEPAL, o papel do Iseb, da ala progressista da CNBB, até chegarmos à “revolução Brasileira”, esse foi o contexto no qual passou o MCP.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFRJ/HISTÓRIA COMPARADA
  • Área de Conhecimento: CIÊNCIA POLÍTICA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2007
  • Tamanho: 784.53 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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