Identificação De Refratriedade Plaquetária Em Pacientes Onco-Hematológicos – Aline Aparecida Ferreira

Identificação De Refratriedade Plaquetária Em Pacientes Onco-Hematológicos – Aline Aparecida Ferreira
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Resumo:

A refratariedade plaquetária é um grave problema que dificulta o tratamento de pacientes onco-hematológicos. Avaliou-se no presente estudo a ocorrência de refratariedade plaquetária em 16 desses pacientes atendidos pelo Hemocentro Regional de Uberaba e Hospital de Clínicas da UFTM pelo cálculo corrigido do incremento (CCI). As condições clínicas dos pacientes foram estudadas a partir de seus prontuários e a identificação de aloanticorpos antiplaquetários foi feita através dos testes de PIFT e PRA HLA. Foram avaliados 44 episódios transfusionais e a refratariedade plaquetária foi confirmada em três pacientes (18,75%). A mediana da idade mostrou-se menor no grupo refratário. Identificaram-se aloanticorpos em nove pacientes (56,25%) e dois deles foram refratários (22%). Os resultados do PIFT e HLA PRA foram discordantes em 62,5% dos casos. De sete pacientes com história gestacional, três apresentaram aloanticorpos (43%) sendo duas pacientes refratárias (29%). A maioria dos pacientes (87,5%) já havia sido exposta previamente a algum tipo de hemocomponente e nove deles (56%) apresentaram testes positivos para aloanticorpos, dos quais, dois foram refratários (22%). Observou-se maior freqüência de incremento insatisfatório nos episódios em que foram transfundidos CPs obtidos por PRP (64%) do que naqueles com CPs obtidos por aférese (37,5%). As três pacientes refratárias apresentavam condições que favoreciam a refratariedade. Uma apresentou febre e PIFT inconclusivo e não tinha gestações ou transfusões prévias; outra apresentou febre, infecção, esplenomegalia, uso de Anfotericina B e Vancomicina e PIFT positivo; e a terceira apresentou sangramento transvaginal importante, bacteremia, uso de vancomicina e positividade para aloanticorpos por PIFT e PRA HLA. Não foram observadas diferenças estatísticas nas comparações dos resultados, contudo, é preciso considerar o pequeno tamanho da amostra. A concomitância de fatores que interferem na resposta à transfusão dificulta o entendimento sobre os mecanismos envolvidos em cada caso. Contudo, é possível notar que a refratariedade plaquetária é um problema clínico comum e relevante. Mais estudos são necessários para avaliação do real impacto da refratariedade e direcionamento na criação de protocolos de atendimento diferenciado e viabilização da seleção de doadores compatíveis para pacientes refratários à transfusão de plaquetas.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFTM/PATOLOGIA
  • Área de Conhecimento: MEDICINA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 497.94 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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