Histórias De Vida De Mulheres Que Provocaram Abortamento: Contribuições Para A Enfermagem – Juliana Silva Pontes

Histórias De Vida De Mulheres Que Provocaram Abortamento: Contribuições Para A Enfermagem – Juliana Silva Pontes
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Resumo:

Estudo qualitativo que adotou como caminho metodológico a História de Vida. Teve como objeto de estudo a assistência de saúde na visão da mulher que vivenciou o processo de abortamento provocado tendo como questão norteadora: Quais os aspectos da assistência de saúde relatados pelas mulheres que vivenciaram o processo de abortamento provocado? Os objetivos definidos foram: a) Descrever, a assistência de saúde recebida, por meio da história de vida de mulheres que vivenciaram o processo de abortamento provocado. b) Discutir a assistência de saúde a partir dos relatos das mulheres que vivenciaram o processo de abortamento provocado sob o enfoque dos direitos reprodutivos e sexuais. As bases conceituais que fundamentaram a análise dos dados se relacionam com Gênero e Condição Feminina, Cidadania, Direitos Reprodutivos e Sexuais, Marco Conceitual de Abortamento e Bases Éticas e Legislativas sobre Aborto no Brasil. Foram colhidas 12 histórias de vida de mulheres que concordaram em falar sobre sua vivência no processo de abortamento provocado, conforme a Resolução 196/96 (CNS), assegurando o anonimato das participantes utilizando nomes de pedras semi-preciosas para identificar as depoentes. Por meio da análise dos dados, emergiram duas categorias: 1) A Assistência de Saúde frente à Situação Abortiva (com as sub-categorias: Os Caminhos do Abortamento, Clandestino x Legal, As Diferenças e as Violências na Assistência); e, 2) A Assistência de Saúde e os Direitos Reprodutivos e Sexuais (com as sub-categorias: A (Des)Assistência no Planejamento Familiar e as Parcerias, As Diferenças de Gênero na Busca pela Assistência). O estudo evidenciou, apesar das diretrizes políticas atuais em saúde da mulher e das normas sobre o aborto, indicativos das necessidades do acolhimento para a assistência, eliminar a violência institucional que existem tanto nos serviços clandestinos quanto nos ilegais, tratar as falhas nos serviços de assistência de planejamento familiar, e proporcionar fundamentalmente apoio educacional. Outra constatação no estudo refere-se à feminilização do apoio ao buscar o abortamento: em outras mulheres e amigas que acreditaram que a escolha do aborto só cabiam a elas; que o homem negou sua responsabilidade deixando a decisão para a própria mulher. Diante de todos esses dados e discussões, buscamos contribuir não só para a assistência de saúde à mulher no processo de abortamento como também na no ensino e na pesquisa de Enfermagem.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFRJ/ENFERMAGEM
  • Área de Conhecimento: ENFERMAGEM
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2006
  • Tamanho: 817.50 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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