Sobre o livro
Esse texto é o Capítulo 31 “Gleichnisse, Parabeln und Fabeln” (Parábolas, Símiles e Fábulas), seções 392 até a 413 de Parerga und Paralipomena (Obras Acessórias e Suplementos) volume 2, publicado em 1851 por Arthur Schopenhauer.
No capítulo, Schopenhauer explora a função pedagógica e filosófica das narrativas simbólicas, parábolas, símiles e fábulas, como instrumentos para transmitir verdades sobre a vida, a moral e a natureza humana.
Ele utiliza exemplos da natureza, da geografia, da arte, das plantas e animais, assim como da experiência humana, para ilustrar a relação entre aparência e essência, observação e reflexão.
O autor enfatiza a importância de perceber o mundo diretamente, sem que preconceitos, expectativas sociais ou interpretações artificiais deturpem o entendimento.
O capítulo reflete o impacto do pensamento clássico alemão, ele também dialoga com a tradição literária e didática das fábulas de Esopo, das parábolas bíblicas e das alegorias clássicas, mostrando como essas formas podem condensar verdades universais de maneira acessível, preparando o espírito para a reflexão filosófica mais profunda.
A crítica à superficialidade estética e social antecipa sua filosofia da vontade e da representação, que coloca a observação da realidade como central na formação do juízo humano. Sobre esta edição, tradução direto do alemão do livro “Parerga und Paralipomena” volume 2.
Schopenhauer faz citações diretas a vários outros textos em seus idiomas originais, nesses casos, manteve-se a citação original e inclui-se a tradução em seguida entre parênteses. Notas e referências incluídas que não são do Schopenhauer, mas da tradução, tem o indicativo da “, NT” nos parênteses.
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