Algumas palavras sobre o panteísmo

Por Arthur Schopenhauer

Sobre o livro

Esse texto é o Capítulo 5 “Einige Worte über den Pantheismus” (Algumas palavras sobre o panteísmo), seções 69 e 70 de Parerga und Paralipomena (Obras Acessórias e Suplementos) volume 2, publicado em 1851 por Arthur Schopenhauer.

No capítulo V, Schopenhauer critica o panteísmo como uma doutrina conceitualmente vazia, que nada explica e apenas substitui o nome “mundo” pelo nome “Deus”.

Segundo ele, o panteísmo pressupõe historicamente o teísmo e surge como uma forma disfarçada de eliminá-lo, identificando Deus com o mundo quando já não se sabe o que fazer com a ideia de um Deus pessoal.

Essa identificação é considerada metafisicamente absurda, pois implicaria que um ser dotado de suprema sabedoria e poder teria escolhido tornar-se um mundo marcado por sofrimento incessante.

Em contraste, embora o teísmo seja para Schopenhauer indemonstrável e conceitualmente difícil, ele não incorre nessa absurdidade. Sobre esta edição, tradução direta do alemão por Lucas Praxedes, do livro “Parerga und Paralipomena” volume 2.

Schopenhauer faz citações diretas a vários outros textos em seus idiomas originais, nesses casos, manteve-se a citação original e inclui-se a tradução em seguida entre parênteses.

Notas e referências incluídas que não são do Schopenhauer nem do Editor, mas da tradução, tem o indicativo da “, NT” nos parênteses.

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