Versão segundo o Beque, o Alferes e o Sapador

Por José Humberto da Silva Henriques

Sobre o livro

Por onde se passeie nesse livro magnífico, o risco de se encontrar a poesia em seu estado perfeito é muito grande. O livro pode ser aberto em qualquer página e suscitar uma surpresa grande para o leitor.

Aparentemente despretensiosa, essa poesia sonora e cheia de magnetismos acaba por saturar a literatura com sua carga. Henriques mantém nesse livro todo o padrão de formatação de seus livros anteriores.

Esta pode ser considerada a fase intermediária do poeta, quando produzia em grande quantidade e sempre mantendo o padrão de poesias sintéticas, algumas já entendendo o conformismo do visual como necessidade de ser implantado. Aqui a insinuação do poema misto já se faz com algum vigor.

A mistura do visual com o texto convencional, fator que sempre dá à obra de Henriques um vislumbre de futuro bastante aproximado. Esse futuro, conforme cá é pensado, quando boa parte de sua obra é versada pra o lado visual de forma completa. Então, esta representa a última fase da criação do poeta.

Sendo assim, torna-se vigente nesse escritor toda a expressão da chamada poesia de vanguarda. Todo o tempo do poeta é dedicado à extensão de sua obra. Hoje, são 363 livros escritos e todos publicados pela amazon.com/kindle.

Há sempre um interesse múltiplo por esse tipo de poesia, as causas de consequências de uma Literatura que busca ser aprimorada em todos os seus recantos.

O fato de a poesia fazer parte permanente da obra do autor vem dos tempos em que Humberto Henriques, ainda muito jovem – com quatorze anos de idade havia escrito já dois livros, todos de poesia -, buscava a quintessência da Literatura.

Nesse tempo já era versado em línguas estrangeiras, tinha grande interesse pela filologia e filogenia da palavra como parte integral do espírito humano, por isso, o desenvolvimento de experiências novas e renovadoras estava a caminho.

Era preciso, porém, encontrar esse rumo de uma maneira mais pragmática e objetiva.

O caminho, não obstante as buscas reiteradas e a fabricação de muitos livros, quase que vinte a cada ano, levaram Humberto Henriques ao interesse sempre mais profundo pela ajuda do computador. Sem o computador, é claro e notório que sua obra não seria como ela hoje é.

Tampouco teria a possibilidade de ser assestado em seu nome um volume de escrita desse porte. O computador foi a sequencia inteligente na realização de uma obra máxima. Entretanto, isso não desvirtua todo o projeto que Henriques tem conduzido até hoje.

O fato é que o computador é uma fermenta de trabalho e não uma ferramenta de criação. Para que seja um instrumento de criação – o que nem deve ser totalmente descartado -, a máquina necessita do favorecimento e inserção do pensamento.

Mas o pensamento como vínculo estético e plausível em relação à alma humana. A se pensar de outra maneira, o escritor precisa fornecer subsídios para que a matéria seja processada e tudo se enquadre naquele projeto de referências e obstinações de dinâmica.

Essa mesma dinâmica, dizendo assim, que gera ao mundo a possibilidade de que haja sempre aperfeiçoamento no projeto poético em curso e não seja a poesia somente aquele intercurso de hinos para academias, aqueles cujas letras ainda não saíram da égide de Castro Alves e Antero de Quental.

Sabido que esta dinâmica da literatura leva o poeta a novas buscas e à tradução de novas ideias e novos elementos dentro da sua capacidade de criação.

Tal capacidade de criação, inerente a cada um, prova-se em constante vigor quando um livro obedece ao pouco rigor desses fenômenos poéticos e transborda em renovações imediatas. O uso do computador favorece todos esses projetos.

E estampa na lida da recriação de tudo que já foi produzido até hoje esta grandeza que capacita para a busca mesmo de hologramas, material que não deve e não pode mais ser relegado, já que toda a matéria disponível está sendo minimizada em função de um mundo mais energético.

Esta energia de função quântica e que se pretende sob a forma de luz. Ou de partículas que ainda podem surg

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