O vazio está cheio de nada e o nada de vazio

Por Marcus Vinícius Bandeira de Menezes

Sobre o livro

Ele viu um homem sendo assassinado e buscou, sem êxito, denunciar esse assassinato à polícia. O assassino o ameaçou de morte, obrigando-o a fugir para outra cidade, onde a encontrou e com ela passou a viver amorosamente por cerca de quatro décadas, ou mais.

No período em que viveram juntos gostavam de discutir sobre a vida e sobre a morte, o que os levou a ter a relação entre o vazio e o nada como o tema imperioso de suas conversas.

O surgimento de Zaratustra na vida de ambos os incentivou ainda mais a discutir tal relação, até que um dia ele morreu, depois de lhes ter aparecido Augusto dos Anjos que com eles interagiu, levando-a a pensar que se tratava de um novo Zaratustra em suas vidas, justamente quando eles estavam numa fase deliberada de se aventurarem pela estrada da vida, on the road, como diziam.

Depois dele morto, ela buscou com ele se comunicar através das ondas energéticas do vazio e do nada. O idílio de ambos dialoga com a cultura que os envolveu, marcada por filmes, ficções literárias e músicas que estiveram presentes em seu dia a dia.

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