Sobre o livro
“[…] Eu choro pelo homem e choro por mim ser tal como humano, brincando com o poder de perder a vida para sócia companhia da alegria e do prazer. O consumo sem uso e sentir que nem somos mais de outros vivenciamos cegos a vida, sem ao menos saber que nunca se quer desejamos nem mesmo por fim ser.
Choram-se as certezas na teia das vidas perfeitas sem essência nem preferência ao o que eu possa ser, de mim o futuro aguarda uma existência sem procedência nem clareza do todo sob um corpo vazio […]”.
Estrofes tiradas do poema Por Vencer do livro Contrastes; de algum modo elas apresentam uma bela e simples imagem da intenção e integridade deste projeto em questão: representar de modo visceral o juvenil e puro sonho de ser tudo o que se pensa e faz capaz pela vontade de mudar o mundo; contrastando com o inesperado fim da adolescência e os percalços do viciado e insustentável envelhecer que, similarmente ao Homem do Subsolo, Aleksei, Ródia, Werther, Gregor, Josef K., Roquentin, Mathieu ou Meursault; vivem seus últimos dias de olhos bem abertos, mas já sem poder fazer mais nada a si e a qualquer um dada situação.
Retratando temas da crítica cultural que somente uma geração jogada fora sentido a flor da pele, em primeira pessoa, pode com alguma propriedade senão sistematizar o todo, ao menos relatar suas experiências de fim de mundo agora derradeiro e nunca antes tão real; é uma fotografia específica do autor chegando à maturidade e incrédulo com o que vê posto deixar para trás tudo que fora sem alternativa.
Passando pela miséria, da desigualdade, à luxúria e paixão; versando sobre o amor e o suicídio, da indignação à completa banalidade que atesta uma apenas e somente uma única verdade: que a vida se constrói e perde a si mesma nunca linearmente, mas antes necessariamente sempre em contrastes, do ápice ao fim e recomeço; como outrora a banda O Terno retratou: “[…] Eu já cheguei no fim, recomecei e aqui estou eu no fim de novo.
Quero me encontrar mas quero deixar fugir; já me apaixonei mas já me desiludi; já fiquei sozinho mas nunca morri […]” (Pegando Leve).
A presente antologia poética contém 75 poemas originais nunca antes publicados. É o resultado do trabalho de 2 anos de escrita e reescrita visando cada texto ser independente e interconectado com os demais em uma narrativa de fundo.
Ultimamente é o relato de experiências minhas que afloraram à ficção e, crendo ser sintoma dos tempos em que vivemos e, portanto, relacionável à ecoar em minha geração; julguei ser útil sua publicação hoje não mais pelo requinte ou qualidade, senão pela acolhida e transformação da melancolia em lida e, ao fim, em algo melhor, quero crer eu.
Espero que gostem e curioso fico pelo feedback daqueles que se interessarem em comentar.
W. I. Peiter 01.03.25
Salve esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.
📄 Baixar PDFAvaliações dos leitores
Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.
⭐ Reviews dos leitoresAmostra Grátis do Livro
Faça a leitura online do livro Contrastes: Da Morte do Autor, escrito por Weslley Peiter. Esse é um trecho gratuito disponibilizado pela Amazon, e não infringe os direitos do autor nem da editora.













