ARTE & CINEMA: O Mineirinho que foi sugado pela tela (Poesias & Autoajuda)

Por Paulo Franco

Sobre o livro

Aos seis anos, Paulo Franco viu uma televisão em preto e branco pela primeira vez. O aparelho havia sido instalado por seu tio, técnico responsável pela implantação da afiliada Globo em Uberlândia. Diante da tela, seu primo perguntou: Meu pai, quem põe essas pessoas aí dentro?

Paulo não soube responder. Mas decidiu, naquele instante, que seria ele quem colocaria. Aos doze, já era técnico de eletrônica. Aos dezessete, entrou para a Rede Bandeirantes.

Passou décadas percorrendo os bastidores das maiores emissoras do país — instalando links, conhecendo artistas, compreendendo, cabo por cabo, como a mágica era fabricada. No Projac, viu um homem criar trovões com uma folha de zinco e atores atravessarem janelas de vidro sem se machucar.

Entendeu que a ilusão não é mentira: é outra forma de verdade. Mas foi numa noite qualquer, assistindo Romeu e Julieta, que a vida de Paulo Franco encontrou seu destino. A tela o sugou.

Transportou-o para Hollywood, onde viveu como roteirista, poeta e romancista — o Shakespeare de Uberlândia, como passou a ser chamado. Lá, escreveu amores que nunca viveu, filmes que nunca existiram, e descobriu que o menino que consertava televisões sempre esteve, também, consertando a própria alma.

Arte e Cinema é a autobiografia de um homem que nunca separou a técnica da poesia. Uma história real sobre o fascínio das imagens, os segredos dos estúdios e o instante em que a ficção nos salva.

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