Sobre o livro
Esse texto é o Capítulo 25 “Ueber Sprache und Worte.” (Sobre a Linguagem e as Palavras), seções 306 até 313 mais apêndice do capítulo de Parerga und Paralipomena (Obras Acessórias e Suplementos) volume 2, publicado em 1851 por Arthur Schopenhauer.
No capítulo “Sobre a Linguagem e as Palavras”, Arthur Schopenhauer examina a relação entre linguagem e pensamento, sustentando que as palavras não são o pensamento em si, mas apenas signos dos conceitos. Pensar ocorre por meio de conceitos, enquanto a linguagem serve principalmente para comunicá-los.
Por isso, aprender línguas estrangeiras amplia o horizonte intelectual: cada idioma organiza e delimita os conceitos de maneira própria, obrigando o espírito a formar novas esferas conceituais.
Nesse sentido, Schopenhauer defende que o estudo das línguas, sobretudo das antigas, não consiste apenas em adquirir vocabulário, mas em adquirir novos conceitos, o que contribui diretamente para o desenvolvimento da capacidade de pensar.
O autor afirma ainda que o latim e o grego são instrumentos fundamentais para a formação intelectual e literária, pois a imitação do estilo dos antigos ensina a tratar a linguagem como um material artístico, exigindo precisão e disciplina na expressão dos pensamentos.
Sem essa formação, a escrita tende a degenerar em mera verbosidade. Schopenhauer critica também a criação de palavras novas sem novos conceitos, considerando-a um sinal de pobreza intelectual, além de censurar a deformação descuidada de termos estrangeiros.
O capítulo inclui ainda reflexões sobre a natureza dos sistemas de escrita, comparando o alfabético com o ideográfico, e diversas observações etimológicas e filológicas, nas quais o filósofo mostra como as palavras preservam traços históricos das relações entre povos e culturas.
Schopenhauer ao longo do capítulo faz uma crítica linguística que antecipa ideias da filosofia da linguagem do século XX. Sobre esta edição, tradução direta do alemão por Lucas Praxedes, do livro “Parerga und Paralipomena” volume 2.
Schopenhauer faz citações diretas a vários outros textos em seus idiomas originais, nesses casos, manteve-se a citação original e inclui-se a tradução em seguida entre parênteses.
Notas e referências incluídas que não são do Schopenhauer nem do Editor, mas da tradução, tem o indicativo da “, NT” nos parênteses.
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