Os grandes filósofos e a não dualidade

Por Claudio Patrini

Sobre o livro

O processo que leva à formação de uma filosofia original é comparável à criação artística: parte de uma intuição imprevisível, livre de todos os padrões anteriores. A luz que os filósofos vislumbram quando traçam um novo caminho para o pensamento, é a intuição da não-dualidade.

O que muitas vezes acontece, no entanto, é que essa luz se perde imediatamente. Não é fácil andar na borda da lâmina, e de fato os filósofos logo acabam desentendendo e ignorando sua própria intuição, fazendo-a decair para o nível do pensamento conceitual ordinário.

Nas construções filosóficas, o núcleo vital original tem sido usado mecanicamente e formalmente para produzir análises, deduções e extensões a vários domínios cognoscitivos.

Quando o pensamento se desfaz em dualismo, as divisões e os contrastes nunca terminam, e a história da filosofia pode aparecer como uma série de posições inevitavelmente irreconciliáveis (e até mesmo de utilidade duvidosa). Mas é possível olhar a história da filosofia de outra maneira.

Se em um grande filósofo podemos compreender o valor da intuição vital que o inspirou, podemos descobrir que sua filosofia testemunha, de uma maneira única e preciosa, a conexão com a realidade mais verdadeira e profunda: aquela realidade que não pode ser compreendida pela mente dualista.

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