O solitário: Ficção

Por Roger Dageerre

Sobre o livro

Era uma vez uma professora do ensino médio de nome Alice que lecionava nos três turnos, de segunda a sexta-feira. Sábado, ela preparava todas as aulas da semana. Domingo era o único dia em que ela saía com o namorado Caetano.

Ele vivia reclamando demais porque queria namorar todos os dias, mas Alice era dedicada e seguia rigorosamente a sua rotina. Caetano tinha mais folga, pois era funcionário público – trabalhava das 13 às 19 horas, de segunda à sexta. Ficava sozinho pela manhã e no sábado o dia todo.

O dia mais melancólico para Caetano era segunda-feira, pois nos dias de terça, sexta e sábado assistia ao Campeonato Brasileiro de Futebol, série B. Quarta, quinta e sábado, assistia à série A, e nem fazia questão do futebol de domingo, pois era o único dia em que namorava.

Na terça-feira, Caetano passou a manhã toda pensando em Alice. Trabalhou normalmente e, à noite, ligou a televisão para assistir ao jogo Palmeiras contra o time do Figueirense. Foi um bom jogo, o Palmeiras ganhou de quatro a zero. Em seguida, assistiu à vitória do Avaí sobre o Sport por um a zero.

Depois, ficou imaginando se eles dois estivessem juntos agora, como se fosse um sonho, mas consciente de que estava acordado.

Era uma mistura de silêncio da noite com a solidão do dia a dia que apenas aparentava um sonho, pois ele ficava se lembrando de tudo como era antes, comparando o antigamente com o que eles são agora, e ainda ficava imaginando planos para o futuro.

Por esse motivo foi dormir muito tarde, já quando o dia estava amanhecendo.

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