Sobre o livro
O Espelho de Rânmula Primeira Parte Breve Histórico A Nossa Conversa com esta Moça tem início no mistério da Noite, quando o Sol finge dormir apenas para dar brios à Lua que só pode ser bem apreciada por quem vive na intimidade da Mãe Natureza, onde o Progresso ainda não ousou levar a benéfica da Luz Elétrica e nem formou a Confusão que costuma plantar no Seio das Grandes Cidades.
Foi por causa de uma simplista frase, dita pela Sra. Sua Mãe, que esta Moça dera-se à obrigação de também carregar o peso dos dias que se alojou no seio da sua numerosa Família. Ainda era pouquíssimo o tempo em que esta Moça ficara sem o seu bondoso Pai quando a Sra.
Sua Mãe lha disse: “Rânmula, minha filha, tu és a minha única esperança.” Por causa desta frase, aparentemente simples, a Primogênita do Sr.
Ranmus dera-se a mover céus e terra, pois cria que doravante também cabia-lhe a obrigação de ganhar o necessário para dar alimentação e demais conveniências às suas oito irmãs e a seu único irmão.
Foi no mistério de uma noite escura, em que até mesmo a lua recusou-se a tomar vistas, que teve início a misteriosa história desta jovem Moça. Sofreu demasia. Pensou em suicídio. Mas, porém, como nem tudo nesta vida é para sempre, eis que a luz estava não no fim, mas no início da história.
E assim, então, apercebendo-se da luz, Rânmula dera-se conta de que as intenções de Dona Lívia, quando lha disse aquela misteriosa frase, eram simplesmente o que de melhor pode ditar o coração de toda Boa Mãe. “Candido Valério Perrenth.”
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