Sobre o livro
Em uma fazenda, um filhote de gato é adotado. A menina Fernie lhe dá um nome feminino, Marrie, sem saber que o gato é macho. Quando o equívoco é descoberto, o felino já incorporou o nome feminino e não consegue responder quando chamado por nomes masculinos.
Enquanto os humanos degladiam entre esses conceitos, há o cotidiano de Marrie e dos outros animais da fazenda, que obviamente falam entre si e também discutem o tema.
O gato é um animal doméstico que pode circular no interior da casa – o mundo dos humanos; e o exterior da fazenda – o mundo dos outros animais. Assim, ele possuí um destaque na hieraquia dessa sociedade de bichos.
O livro é uma alegoria aos papéis sociais impostos não só a uma ditadura do “ser mulher”, mas também a uma ditadura do “ser homem”. Entre vilões e mocinhos, esse tema terá as conotações duais que vão aprisionar o protagonista até um desfecho inesperado. O livro se divide em três partes.
Na primeira, somos apresentados a Marrie e todos os personagens e seus conflitos. Na segunda, somos apresentado a Olívia, uma gata fêmea que se apaixona por Marrie. Na terceira parte, os conflitos iniciados nas duas primeiras se finalizam e nasce o filho de Olívia e Marrie, a gata Fefe.
A pergunta que move toda a narrativa é: até que ponto um nome pode definir uma identidade?
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