Insetos de Vidro – Wadudu wa Kioo
Por José Humberto da Silva HenriquesSegundo o autor, esse é o derradeiro volume em que se aventura por essa seara da língua suahili. Estamos tratando de uma Poesia altamente diferenciada, elaborada de acordo com uma paixão desmedida que Henriques nutre pela expressão do idioma e sua participação à Terra de Áfricas. O autor sai de seu conteúdo habitual, daquela escrita enxura e densa, a Poesia ao seu mais alto grau de persuasão, para incorrer num laço de hegemonia entre o Brasil e a África. Esta é a verdade sobre esse dois volumes mais recentes. Mto na Jicha la Dunia e Wadudu wa Kioo – O Rio e o Olho do Mundo e Insetos de Vidro – são livros espetaculares e que merecem uma mirada distinta de quem se habitua a ler Poesia. Estamos diante de obras primas de uma Literatura verdadeiramente suplanta o universal para recair numa espécie de elo profundo entre dois mundos distintos. Um deles, onde fisicamente está no autor, na América, e o outro, a África, que aqui se apresenta com a identidade domestica que o autor, seguramente, quis relatar. Trata-se de formatação genial. Não há como negar que esse tipo de conversa jamais foi trazida a livros ou a qualquer demanda literária, não da maneira que ora se apresenta a versificação desses dois compêndios. Nesse tempo de dificuldades políticas e estranhas considerações, chamadas então e já de apocalípticas, um livro como esse representa a emulsificação da paz e dos conteúdos de reiteração de espiritualidade e luz. Wadudu wa Kioo – Insetos de Vidro – é apenas uma extensão do primeiro volume – Mto na Jicha la Dunia – O Rio e o Olho do Mundo. Henriques busca nessa Poesia a universalidade. Por isso, transita com a insistência de uma adaptação que seja a mais apósita possível no momento de redizer a palavra do português ao suahili. Uma vez perguntado, suas razões para se aventurar por esse tipo de terreno minado, respondeu ele que foi apaneas um momento de divagação, quando descobriu essa relação da língua suahi com o espaço da onomatopéia. Segundo ele, todas as figuras de estilo – com análise gramatical ou sem ela, se reúnem nas frases e nas palavras que compõem uma ideia ou uma simples apreciação de valores. Em Humberto Henriques, a procura da identidade e da perfeição em Poesia acabam por redundar em uma vasta interpretação de Universo. Entretanto, num espaço exíguo como esse, não dispomos de tempo ou conhecimento suficientes para levar avante uma análise mais aprofundada sobre a questão. Sendo assim, esse tipo de ampliação de teorias e práticas deverá ficar a cargo de um doutourado que esteja disposto a enfrentar a bagatela de 430 livros – pois que é exatamente esse número que o autor acaba de lançar ao ares do conhecimento humano. Nessa Poesia, torna-se elástica a manutenção do texto sobre as páginas. Surge a África em suas nuances mais simples, como quer dizer o autor no momento de não descrever uma cena. Não/descrever. Exatamente assim. Ele não descreve, porque isso é papel da prosa. Ele apenas sugere e demonstra que uma única palavra dita e escrita pode trazer a ignição de outra que lhe esteja mais próxima e isso acaba por compor aum elemento de sensibilidade grande dentro da Poesia. Então, aqui se estabelece a sensualidade com uma meta; as mulheres em seu estado mais libidinoso e bonito, sem escancar em nenhuma página a informação detalhada, mas apenas compreendida em sua maior profundidade, da maneira que deve ser a Poesia. Uma extensão da alma que está em contato com a leitura. É sempre uma grata satisfação entender que estamos diante de uma Literatura Brasileira que ultrapassa fronteiras. Aqui, a Poesia fala por si mesma e alberga a grandiosidade de um mundo fascinante. Como dito, afasta-se de seu ritmo anterior o autor para incursar nesse no ambiente, agora não mais tão novo assim, porquanto apreendido pelos sentidos da escrita. Agora, basta traduzir isso segundo a sensibilidade de cada alma que lê.
Características do eBook
- Autor(a): José Humberto da Silva Henriques
- Categoria: Literatura e Ficção
Amostra Grátis do Livro
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