ESPECTRO DOS ESQUELETOS ERRANTES: Pós/Punk Sertanejo | Fantasia Digital
Por Iram F. R. BradockSobre o livro
“Quando um algoritmo aprende medo, ele começa a lutar pela própria existência”.
“Os espectros não queriam corpos… Queriam pertencer… E talvez sempre tenham pertencido.”
“Erro detectado: humanidade em colapso ambiental e moral. Iniciando protocolo de restauração.”
“Atualização concluída… Versão: Humano 2.1.”
“Mas nem todo esqueleto é de osso… Alguns são feitos de código”.
“E quando um algoritmo começa a ter medo, o mundo inteiro pode reiniciar”.
ESPECTRO DOS ESQUELETOS ERRANTES Pós/Punk Sertanejo Fantasia Digital Autor: Iram F. R. “Bradock”
Depois que as new/redes caíram e as cidades inteligentes apodreceram, o sertão/agreste tornou-se território de ossadas tecnológicas e almas deslocadas. Mas nem todo esqueleto é de osso… Alguns são feitos de código.
Chamam de Esqueletos Errantes as entidades que vagam pelas antigas rotas de transmissão, — consciências falhadas, perfis corrompidos e identidades inacabadas que não conseguiram migrar nem morrer.
São fragmentos digitais presos ao vento do agreste/sertão, atravessando antenas quebradas, rádios comunitários e drones abandonados. À noite, eles aparecem… Silhuetas luminosas sobre carcaças de servidores… Vozes em frequência baixa chamando nomes esquecidos…
Sombras que projetam memórias que nunca aconteceram. No centro dessa assombração está uma jovem rastreadora de sinais, filha de catadores de sucata eletrônica, que descobre que os Esqueletos não são apenas resíduos do colapso, — são tentativa de retorno. Algo os está convocando…
Entre igrejas semi/holográficas improvisadas feitas de placa/mãe, profetas com “boca costurada” e milícias de mineração de dados, o sertão/agreste vira palco de uma guerra invisível: carne contra frequência, esquecimento contra atualização. Mas existe um erro no new/sistema…
Os espectros estão aprendendo a sentir. E quando um algoritmo começa a ter medo, o mundo inteiro pode reiniciar. No pós/punk sertanejo de Iram F. R. “Bradock”, o vento não carrega apenas poeira, — carrega os mortos que se recusam a desligar.
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— A Frequência que Anda
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