Dermatoses Ocupacionais (Coleção saúde do trabalhador Livro 3)

Por Suelen Queiroz

Sobre o livro

Dermatoses Ocupacionais PRINCIPAIS DERMATOSES OCUPACIONAIS DERMATITES DE CONTATO POR IRRITANTES (DCI) CID – 10 L24 Ao contrário das dermatites de contato alérgicas, não é necessário sensibilização prévia.

A fisiopatologia das dermatites de contato por irritantes não requer a intervenção de mecanismos imunológicos.

Assim, pode aparecer em todos os trabalhadores expostos ao contato com substâncias irritantes, dependendo da sua concentração e do tempo de exposição e da periodicidade do contato com o agente irritante. O contato frequente com água, sabões e detergentes favorecem a irritação.

O quadro clínico varia de acordo com o irritante, podendo aparecer sob a forma de dermatites indistinguíveis das dermatites de contato alérgicas agudas, até ulcerações vermelhas profundas, nas queimaduras químicas. A dermatite irritativa crônica é mais frequente que a aguda ou acidental.

Agressões repetidas, por irritantes de baixo grau, ocorrem ao longo do tempo. Nesses casos, a secura da pele e o aparecimento de fissuras são, frequentemente, os primeiros sinais, que evoluem para eritema, descamação, pápulas, vesículas e espessamento gradual da pele.

As dermatites de contato irritativas podem ser facilmente diagnosticadas pelas histórias clínica e ocupacional. Os testes epicutâneos ou patch test não estão indicados para o diagnóstico.

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