Da educação matemática voltada para a formação de professores, conforme implícito no diálogo Mênon
Por Gustavo Bruzzi Monteiro de CastroSobre o livro
A dissertação de Mestrado em Educação, ora publicada, amplia e dá continuidade aos estudos realizados no campo da Filosofia da Matemática, iniciados no Bacharelado em Filosofia, possuindo como referências educadores, historiadores, filósofos e matemáticos que se dedicaram ao estudo do antigo conhecimento helênico em geometria, aritmética, astronomia e harmonia.
O presente trabalho examina a Matemática enquanto técnica, rememorando como foi trazida de sua gênese em meio aos egípcios, babilônios, sumérios e assírios até a antiga Grécia, na qual encontrou amparo pedagógico em Tales de Mileto e Pitágoras de Samos.
Exprime-se, nesta dissertação, uma original definição filosófica de Matemática.
Após, debruça-se sobre o aprendizado helênico, com o escopo de compreender como as quatro mencionadas artes se transformaram na base da formação de jovens, não sem antes mergulhar nas três eras da educação grega, a saber, a paideia, a sofística e a Educação Matemática propriamente dita, a fim de entender como se dava a formação de professores à maneira dos geômetras.
Em seguida, fazem-se algumas considerações sobre o método hermenêutico eleito para se realizar a leitura do diálogo Mênon (ou da virtude), mergulhando na filosofia de Platão, na instituição da Academia e no mencionado texto platônico em si, com o propósito de elucidar a figura de mestre para o Ateniense, bem como suas características docentes e instrução, trazendo contributos para a moderna formação de professores.
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