As bicicletas em Setembro

Por Batista Bastos

Sobre o livro

Revisitação de um tempo e de um lugar que não existem para lá da memória, As Bicicletas em Setembro é uma viagem à juventude. Mas o que nos fica para além da memória, se a memória, ela própria, mais não faz do que atraiçoar o passado, limpando-o do que não gostamos?

Num bairro lisboeta inventa-se a felicidade em jogos de cartas numa obscura taberna, descobre-se a medo a iniciação sexual, vivem-se os pequenos dramas de um quotidiano triste, expõe-se a perversidade das relações humanas, sonha-se além das imagens que as nuvens vão construindo.

Em jeito de homenagem, também, ao poeta Eduardo Guerra Carneiro, há ainda neste livro espaço para os sentimentos, para a partilha, para os afectos. E para a perda e para a solidão, porque ambas se confundem com a própria natureza humana.

Metáfora de um tempo que já não existe ou dos sentimentos que vamos, a cada geração, renovando, As Bicicletas em Setembro é uma obra povoada de imagens e lirismo intensos que confirma, uma vez mais, a importância de Baptista-Bastos na Literatura Portuguesa Contemporânea. Para gáudio do leitor.

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