Arquitetura e urbanismo com planejamento participativo: um exercício de análise comparativa entre o projeto habitacional Quinta Monroy no Chile e o conjunto São Francisco no Brasil

Por Paloma de Cerqueira Lima Gastal Vasconcellos

Sobre o livro

Com o passar dos anos, a necessidade de incorporar elementos norteadores na projeção dos espaços de morar passou a contemplar, além da estrutura, da funcionalidade e da beleza, atributos como sobrevivência, segurança, legitimidade, aprovação, confiança e liberdade.

Tais ramificações foram capazes de esclarecer com maior intensidade a importância da habitação na vida dos indivíduos. Equiparada a um local de repouso, a casa passou a ser entendida como um elemento de organização social passível de inúmeros significados.

Entre eles está a proteção contra intempéries e a garantia de defesa do indivíduo diante das adversidades. Com o tempo, muitas alterações foram incorporadas aos ambientes residenciais; entre elas, a mudança nos hábitos da higiene, processo gerador de um capítulo marcante na história habitacional.

Isso porque essas características definem a distribuição espacial interna da casa, a localização dos compartimentos e a forma de abordagem de cada cômodo.

Entre os estudos residenciais insere-se a necessidade de janelas para a iluminação e ventilação naturais, primordiais para a garantia do conforto térmico e lumínico do espaço interno.

Destaca-se, portanto, a importância da residência, sobretudo da Habitação de Interesse Social, que é voltada à população de baixa renda, a qual carece de acesso digno às condições mínimas de habitabilidade.

Entre as dificuldades estão a não contratação de profissionais habilitados para o desenvolvimento projetual das melhores soluções arquitetônicas e a incapacidade rentável de contratação de material e mão de-obra para a construção da habitação.

Nesse contexto, abre-se a discussão sobre a qualidade da implantação das unidades habitacionais no Brasil, com o objetivo de analisar as possibilidades e consequências da implantação de Habitação Social no Brasil, a fim de verificar os seus conceitos e as suas características arquitetônicas baseadas em outras localidades na América.

Ao realizar a comparação entre programas habitacionais do Brasil e do Chile, percebeu-se que há uma preocupação maior com a disponibilidade de infraestrutura e serviços próximos aos residentes chilenos.

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