Sobre o livro
A BILIOTECA À PROVA D’ÁGUA É fato que a religião está minguando não apenas no mundo ocidental, mas também na Oceania e no Extremo Oriente. A cada geração, aumentam entre dez e vinte por cento os que se declaram não-religiosos em países como Canadá, Austrália, USA, Reino Unido, República Tcheca, etc.
Tanto o mundo ocidental como China, Japão e Coreia estão se afastando cada vez mais da crença em qualquer religião.
Nesse contexto, é fácil deduzir que o futuro do cristianismo, até o final do século XXI, será contar com uns 20% de crentes em suas fileiras, em relação à população global, ou até menos.
Outro fato incontestável é que os políticos não decidiram–nem pretendem fazê-lo– combater o aquecimento global com a absoluta seriedade que o tema exige.
As enchentes que hoje atravancam cidades, matam dezenas ou centenas de pessoas, carregam toneladas de lixo e material poluidor para os rios, e dentro em breve a Terra será assolada por catástrofes globais insuportáveis, tão gigantescas que talvez nem haja tecnologia para contrabalançar seus efeitos.
Cidades costeiras vão desaparecer, enormes extensões de terra ficarão inúteis para o cultivo agrícola ou para criação de animais, e até mesmo os mares sofrerão as consequências da poluição sem freios.
Como resultado desses fenômenos causados pela inconsciência, irresponsabilidade, inconsequência, e principalmente pela insensibilidade dos políticos, países inteiros serão presas da fome, da miséria, vendo a maior parte de suas terras destruídas pelo fogo, pelas enchentes, enquanto florestas serão totalmente arrasadas pela ambição e cobiça que parecem inexoravelmente enquistadas na mente humana.
Em função desta realidade sinistra, é possível intuir como será nosso futuro. Haverá guerras planetárias, inclusive entre países que nem saberão por que estão guerreando.
O número de desabrigados e refugiados não alcançará mais a cifra dos alguns milhões, mas haverá centenas de milhões de pessoas sem teto e sem paradeiro vagando pelo mundo.
Paul Costa Gavin imaginou uma guerra permanente entre o sul e o norte do continente americano, pois a parte mais afetada é a do hemisfério boreal. Milhões de refugiados fogem para o sul e uma guerra é deflagrada, porque os nortistas querem controlar as regiões abaixo do Equador.
Nesse contexto caótico, metade da população do globo desapareceu em pouco tempo, as grandes cidades costeiras foram invadidas pelo mar, e o bombardeio permanente da superfície obrigou as pessoas a construírem cidades subterrâneas.
No Rio de Janeiro subterrâneo, cujo centro da cidade está também submerso, um grupo de guerrilheiros chefiados por Wallace, que trabalha para o governo do Rio, descobre uma biblioteca imensa embaixo da Baía de Guanabara, mas com portas estanques que a tornam à prova d’água.
Os corredores dessa biblioteca vão até Niterói, do outro lado da baía. Wallace descobre que esta construção gigantesca é nada mais, nada menos, que a Biblioteca do Vaticano.
O mais impressionante é que há indicação de que a Igreja manteve exemplares de todos os livros, peças de teatro, ensaios, trabalhos de filosofia, poemas, que os próprios cristãos destruíram quando ocorreu a passagem do Império Romano decadente para a Idade Média.
Ninguém sabe como aquela biblioteca, a mais preciosa de todos os tempos, veio parar no Rio de Janeiro.
Ao mesmo tempo combatendo uma quadrilha religiosa que pretende fazer o Brasil regredir à Idade Média–replicando o que os cristãos fizeram no começa da Idade das Trevas–e investigando para descobrir como aquela biblioteca com um acervo cultural inestimável foi transferida pro Brasil, Wallace e seus companheiros vão viver aventuras ao mesmo tempo reveladoras de um lado obscuro da história humana e com um conteúdo sensacional de suspense e realismo fantástico.
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