Sobre o livro
Ao contrário do que supõe quem acha que o amor é algo incondicional e que é preciso fazer tudo pelo outro, saber dizer “não” quando necessário torna a relação mais saudável e sustentável. Aprender a dar limites é algo que se faz a favor das relações e não contra elas.
O livro se inicia falando sobre criação de crianças. Primeiro de quão maravilhosa e transformadora pode ser essa experiência, e segundo de como, ao mesmo tempo, ela é desafiadora e estressante, principalmente no que se refere ao fato das crianças constantemente pedirem limites.
Nesse sentido, o autor trabalha sobre o esclarecimento de certas confusões que giram em torno desse tema, apresentando soluções para superar a dificuldade dos pais em dar limites de qualidade, as consequências de não dá-los e o entendimento que dar limites é sinônimo de dar atenção, algo fundamental para construção da sua noção ética e autonomia.
Na sequência, o livro entra no universo dos limites necessários para boa manutenção das relações adultas. Em princípio na relação consigo mesmo, pois de várias formas pedimos limites a nós mesmos, assim como pedimos que outras pessoas nos deem limite.
Depois, ele se dedica a falar sobre os limites necessários nas relações de casal, tema mais recorrente na imensa maioria dos processos de terapia. Em seguida, estende esses conceitos para todas as relações: de amizade, trabalho, parentesco, etc.
O livro fala sobre tipos e qualidade dos limites, aqueles que precisamos respeitar e aqueles que podemos lutar para ultrapassar.
Por decorrência, este livro também é um estudo sobre os desejos: sua natureza, aquilo que os acende e aquilo que os abafa; e sobre as frustrações: seus tipos, as estratégias para lidar com elas, as consequências de negar sua inevitabilidade a as possibilidades de sua superação.
Há um precioso conhecimento apresentado nestes escritos, quando eles falam sobre as situações onde as pessoas, evitando estabelecer limites claros, promovem comunicações paradoxais (como a chantagem emocional e o duplo vínculo) que são extremamente danosas para saúde mental de quem depende emocionalmente delas.
O autor estabelece a importante diferença entre chantagem explícita e chantagem emocional, mostrando como a primeira representa um tipo de limite e a segunda é uma confusão decorrente da falta de um limite.
No decorrer da leitura, o autor vai estabelecendo a conexão dos temas apresentados com fenômenos psicológicos como depressão, compulsão, pânico, perversão e outros, ao mesmo tempo em que propõe ferramentas para o trabalho psicoterapêutico que pode superá-los.
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