Sobre o livro
Juntar os “fragmentos” “a que a vida” reduz para obter o ser – a pedra que nunca está terminada, quer porque se esfarela, que porque ao se reiterar perde ou ganha fragmentos – é um trabalho de toda a vida, e exaure.
(…)
O pi, como infinito, serve para mostra que o poeta é finito – um contraste entre uma constante e algo que a qualquer instante, e para sempre, some. E os fragmentos do pi, do infinito pois, “pedra e sol”, reiteram a finitude: o sol vai permanecer lá depois do poeta, que, então, já será sol – poesia: “Sol, sou pedra no meio do caminho”.
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