Memórias de um repórter investigativo

Por Décio Nappi

Sobre o livro

As perguntas desconcertantes aos pais e professores demonstravam o instinto investigativo de Guilherme, desde a primeira infância: — Pai, qual é o sobrenome de Jesus? — Não tenho muita certeza, filho, mas acho que é Cristo. — Então o nome completo do pai dele é José Cristo?

— Hummmm, deixe eu pensar. Acho que naquele tempo nem existia essa coisa do filho ter o mesmo sobrenome do pai. — Então como é que eles ficavam sabendo quem era filho de quem? Os professores também precisavam encontrar respostas convincentes para satisfazer sua curiosidade: — Ferro boia, professor?

— Não, Guilherme, se você jogar um objeto de ferro no rio ou no mar o objeto afunda. — Então por que navio não afunda se ele é todo de ferro? Quando adulto, a crescente ansiedade por saber o levou a optar por Jornalismo Investigativo.

Realizou entrevistas de impacto com pessoas de todas as categorias, tais como o acusado do assassinado de suas duas filhas, uma garota estuprada por dois play boys endinheirados, inúmeros políticos corruptos e diversas personalidades do mundo empresarial.

Porém, a mais envolvente de suas entrevistas aconteceu durante sua viagem de núpcias num cruzeiro marítimo pela Europa. Nesse episódio, o misterioso desaparecimento de uma anciã milionária chegou a envolver a própria Interpol.

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