Aspectos sobre a valsa no Rio de Janeiro no longo século XIX: de folhetins, música de salão e serestas
Por Martha UlhôaSobre o livro
No Brasil dos dias de hoje, a valsa ainda é uma dança importante nos rituais públicos femininos, bem como permanece no repertório tradicional do choro e da seresta.
Em ambientes privados, as mulheres podiam tocar valsas ao piano, como atestam os inúmeros anúncios de partituras à venda ou sendo distribuídas aos assinantes nos periódicos oitocentistas.
A grande diferença entre os séculos XIX e XXI é que, após um início bem-comportado, agora a dança pode emendar com qualquer música de sucesso na chamada “valsa maluca”. Nem a quantidade enorme de valsas de salão nem as modinhas em compasso de valsa têm recebido muita atenção acadêmica.
Superando tanto a ideologia do nacionalismo na musicologia quanto a valorização da autenticidade nos estudos da música popular, Martha Ulhôa leva a sério a música de entretenimento e apresenta, num texto de fácil leitura, mas grande densidade, o resultado de sua pesquisa sobre a valsa como dança, música de salão e canção seresteira.
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