ARENA DE SANGUE

Por Jorge Oliveira

Sobre o livro

Desde o início da primeira República que Alagoas, o segundo menor estado da federação , não desgruda do poder como carrapato. É como se o Estado e seus personagens tivessem reservado um camarote para ter uma visão privilegiada dos acontecimentos políticos do país, gerenciando, em alguns momentos, os rumos da nação.

Alagoas e seus figurantes se fundem quando o assunto é política. O estado nunca se afastou do poder desde Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, que iniciaram a República.

Esteve à frente do complô para matar Prudente de Morais, o primeiro presidente civil da República; influenciou no Estado Novo com os Góes Monteiro; marcou presença na redemocratização do país com Collor de Mello eleito presidente pelo voto direto pós ditadura e, mais recentemente, dominou a política com Renan Calheiros e Aldo Rebelo respectivamente à frente das presidências do Senado e da Câmara dos Deputados.

Dezembro de 1963 não foge à regra . Naquele ano, os holofotes se voltaram para Alagoas quando o senador Arnon de Mello, pai do Collor, atirou no conterrâneo Silvestre Péricles de Góes Monteiro no plenário do Senado e matou, com com um tiro na barriga, o senador Kairala, do Acre.

Em Plenário de Sangue revelo também como o jornalista Robergto Marinho manipulou a edição do debate para ajudar Collor, filho de Arnon, a chegar à presidência em 1989, contra Lula e Brizola, como se pagasse uma dívida de gratidão com o pai do candidato.

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