Sobre o livro
Os teóricos da historicidade argumentam que existe ligação entre memória e identidade. Ambas se conjugam e se apoiam para produzir uma narrativa ou uma história – um mito. A memória individual é um fragmento da memória coletiva, onde membros de um grupo produzem a respeito de uma memória comum.
Fontes orais nos contam não apenas o que o povo fez, mas o que queria fazer, o que acreditava estar fazendo e o que agora pensa que fez. A história oral, trabalha com lembranças.
Enquanto a memória é vida, gestada por grupos vivos, em permanente evolução; a história é uma reconstrução incompleta e problemática do passado. Se a memória é afetiva e mágica; a história é uma operação intelectual.
Exatamente como a memória, a ciência história pode remontar o passado e foi isto que aconteceu em Cruz Machado. A oralidade tomou conta da história e a subverteu criando uma lenda fantástica e trágica para explicar as dificuldades de seu início.
Ao ignorar, omitir e confundir a história real da colônia Cruz Machado oficializaram a lenda em detrimento dos fatos, registros e documentos.
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