Os sentidos de nação, liberdade e independência na imprensa brasileira (1821–1822) e a fundação do discurso jornalístico brasileiro (NUPECC)
Por Giovanna G. Benedetto FloresSobre o livro
INSTIGADOS pelas agências oficiais de financiamento à produção científica, tanto internacionais quanto nacionais, boa parte da pesquisa acadêmica tem-se voltado preferencialmente para o novo e o imediato. O instrumental.
Felizmente, inclusive no campo da Comunicação Social, alguns pesquisadores resistem a essas pressões e preferem olhar para trás, recuperar acontecimentos do passado que, não obstante, continuam repercutindo e nos ajudando a compreender o presente.
Este é o feliz caso de Giovanna Flores, que preferiu reler jornais publicados no Brasil dos anos 1820 para buscar entender o modo pelo qual ali foi-se forjando conceitos hoje tão problemáticos, desprestigiados e polêmicos, como nacionalidade e brasilidade, mas que explicam, por certo, muito do que caracteriza o comportamento coletivo e social do brasileiro.
Com pesquisa segura, constituição de um corpus tão rico quanto praticamente desconhecido, base teórica adequada e excelente reflexão de análise do material disponível, o trabalho de Giovanna Flores, que redundou em sua tese de doutorado, de cuja banca tive a alegria de participar, na UNICAMP, é destes textos que a gente lê com paixão, curiosidade e alegria: tem fluidez, informação segura e reflexão apropriada.
A coleção de livros que o Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUCRS edita pode sentir-se enriquecida com esta obra. Prof. Dr. Antonio Hohlfeldt Coordenador da Coleção Professor do PPGCom-FAMECOS-PUCRS
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