Os averbamentos da Morte: ou a história do velho que por amor partiu para a guerra e se descalçou porque não podia dos pés

Por Tomás-Luís E. Antrim

Sobre o livro

A Morte e o achamento que ela fez no livro dos averbamentos e que lhe atazanou o juízo durante anos. Um velho e uma velha que se apaixonaram e uma máquina construída por um médico. Uma mulher dos Açores queera mágica. Um padre que padecia do gene do crescimento. Um rio que mudou de lugar de um dia para o outro e um anjo que caiu com a chuva.

Um pescador que tinha um papelinho que lia de vez em quando. Um porco que servia para voar. Um cigano maricas que encantava toda a gente e que tinha os homens todos que queria, mas que apenas queria um.

A utilidade das repartições de finanças. Um chapéu de coco e um chefe tribal. Uma rã-touro que é como nenhuma outra. Um presidente de junta de freguesia que era o homem mais importante do seu país. Um homem que botava no prato dos filhos o coração dos editores que publicavam tudo e um caixão que desceu à cova vazio.

Esta é uma narrativa cuja acção primordial é passada no final do século XIX e que termina com o período da Primeira Guerra, entrecruzando outras histórias de personagens quase todas elas reais.

Escrito nos moldes de um realismo mágico, numa linguagem por vezes áspera, este romance esmera-se no relato de um homem muito velho e a descoberta para a cura para a maleita do tifo. A obra conta também a relação da Morte e do Estado com os homens.

«Os averbamentos da Morte» é a primeira incursão de Tomás-Luís E. Antrim pela escrita de ficção.

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