O vírus e a farsa populista

Por Milton Blay

Sobre o livro

“A seguinte história foi contada no Talmude (coletânea da sabedoria judaica clássica): ‘Certa vez, uma criança me ensinou uma inesquecível lição. Eu estava viajando quando encontrei aquela criança em uma bifurcação.

Perguntei a ela; ‘Qual é o caminho para a cidade?’ E ela respondeu: ‘Este caminho é curto e longo, e este outro é longo e curto’. Tomei o caminho ‘curto e longo’. Depois de algum tempo, cheguei à cidade, mas meu caminho foi obstruído por jardins e pomares.

Então, refiz meus passos e disse à criança: ‘Você não tinha me dito que este era o caminho curto?’ Ao que a criança respondeu: ‘Eu não disse que ele também era longo?’

Milton Blay, em seu O vírus e a farsa populista, nos convida a refletir sobre a opção que se apresenta diante da humanidade entre o caminho curto e longo e o caminho longo e curto.

O negacionismo, o ultranacionalismo, o ódio, o fanatismo, o populismo, a ditadura parecem ser veredas mais velozes do que ensinar diversidade para nossos filhos, mas é um caminho curto e longo.

Fortalecer uma sociedade em que as diferenças são percebidas como oportunidades de aprendizado é muito complexo, mas é um caminho longo e curto.

Blay nos lembra, de maneira culta e atualíssima, que não existem atalhos na obsessão por um mundo democrático, plural e livre.”

Michel Schlesinger – Rabino da Congregação Israelita Paulista e representante da Confederação Israelita do Brasil para o diálogo inter-religioso

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