Sobre o livro
tudo que escrevo são cartas abriga prosas poéticas que atravessam temas como amor materno, fraterno e romântico, além de dores existenciais, tempo, memória e luto. a linha que une os textos é onde não parecem caber palavras — o tipo de coisa que não dizemos, que guardamos, que engolimos. assim, cada texto é como um pequeno grito guardado numa gaveta — ou, como uma carta.
com versos profundos e líricos, a obra comove também por sua honestidade frente às dificuldades e encantos da experiência humana. é o primeiro livro de poesia de Iris de Moura, bióloga e professora paulistana.
“você me olha com esses olhos ternos — me sinto como a caixa de pandora abrindo, cortada ao meio, soltando um milhão de barulhos e cacarejos que não sei.” — trecho do texto “CAIXA DE PANDORA ABERTA”
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