Sobre o Erro Humano: Vol. II

Por José Eduardo Marinho Cardoso

Sobre o livro

A proposta da obra é oferecer referências não só válidas, mas também reflexivas sobre o erro humano em nossas vidas.

A partir desta manifestação bem humana podem ser criados distanciamentos e isolamentos desconfortáveis, fazendo com que as pessoas expressem às outras qualidades nocivas que mostram como o ser humano pode ser indiferente, incompreensivo, intolerante, parcial, intransigente, frio, áspero entre outras qualidades limitantes.

Infelizmente, os erros humanos são desperdiçados, servindo para rotular negativamente e depreciar quem os realiza.

Na vida cotidiana, notamos que o erro humano aproxima as pessoas fazendo com que elas expressem às outras qualidades benéficas que mostram como o ser humano pode ser empático, compreensivo, tolerante, imparcial, indulgente, afetuoso, terno entre outras qualidades edificantes.

Além disso, os erros alheios podem ser aproveitados como fontes de aprendizado, permitindo que essas qualidades positivas possam ser desenvolvidas tornando-se mais fortes.

Mas raramente somos gratos a quem errou conosco, pois é como um amigo(a) que emprestou seus vacilos para que estes possam ser usados para prevenir ou corrigir as mesmas faltas em nós, expor nossas expectativas infundadas e aprimorar nossa capacidade de lidar com contingências e imprevisibilidades.

Através de frases curtas, citações e perguntas que promovem a reflexão, o leitor é levado a ponderar sobre o que é bom para todos, empregando aquilo que lhe é inerente: a razão. Em várias páginas podem ser encontrados três símbolos de interrogação (???), indicando que se está diante de um questionamento apesar de ser uma afirmação, pois o que se quer é a ponderação.

O livro adota um enfoque cético mas que é racional e positivo, que além de procurar manter a mente aberta, parte da premissa de que fazer o bem aos seres vivos, não lhes fazer o mal e não lhes prejudicar, depende também de não promovermos a dúvida e a incredulidade irracionais com propósitos gananciosos. Afinal, respeitar a dignidade do outro também é prezar a sua inteligência.

São propostas inúmeras questões, por exemplo:

– Nenhuma sociedade está livre de erros e cada uma criou seu próprio sistema de reconhecimento daqueles que erram, que erros são lícitos e ilícitos, estipulando punições para muitos destes que variam conforme a falta praticada. Apesar de não haver alguém que nunca errou e o erro humano ser uma manifestação humana natural e frequente, sua ocorrência pode acabar aproximando ou distanciando as pessoas.

– Ser humano significa interagir com a realidade consciente ou inconscientemente, contexto que é desenhado pela nossa mente de uma maneira bem particular, representação que é influenciada pelos nossos estados mentais, pela qualidade e limitações dos nossos sentidos e por nossas emoções. De propósito ou não, essa bolha de realidade é construída para cada de nós e a partir dela tomamos nossas decisões diante dos desafios cotidianos.

– A confiança é uma variável significativa na personalidade, no desenvolvimento social e intelectual das crianças, assim como a capacidade de lidar com o erro. Na infância, notamos que elas já aprendem a ver o erro como um indicador de que algo merece ou não sua confiança, assim começam a elaborar que informações, fontes e informantes são dignos de crédito.

São reflexões como essas que vamos encontrar a cada página, que pretendem questionar as nossas convicções. O que se quer, é que pensemos por nós mesmos e não como o autor pensa. Trata-se de uma excelente oportunidade para exercitarmos a dúvida saudável, que leva ao esclarecimento daquilo que é potencial ou inegavelmente nocivo.

Baixe esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.

📄 Salvar PDF

Avaliações dos leitores

Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.

⭐ Reviews dos leitores