Sobre o barulho e o ruído

Por Arthur Schopenhauer

Sobre o livro

Esse texto é o Capítulo 30 “Ueber Lerm und Geräusch.” (Sobre o barulho e o ruído), seção 391 de Parerga und Paralipomena (Obras Acessórias e Suplementos) volume 2, publicado em 1851 por Arthur Schopenhauer.

Neste capítulo, Schopenhauer apresenta uma violenta e irônica diatribe contra o ruído, especialmente o ruído urbano. O barulho não é para ele um simples incômodo sensorial, mas um atentado direto contra a atividade intelectual.

O ruído interrompe, fragmenta e destrói o pensamento, e, como o gênio depende da concentração total das forças do espírito, ele é particularmente vulnerável a tais perturbações.

Schopenhauer sustenta que a tolerância geral ao barulho é sinal de embotamento mental: quem não pensa profundamente não sente o dano da interrupção. Por isso, segundo ele, os grandes espíritos sempre se queixaram do ruído. O capítulo combina reflexão psicológica, crítica social e sarcasmo mordaz.

O ruído aparece como expressão da primazia da força bruta e do trabalho manual sobre a vida do espírito, e como indício de uma civilização que protege o corpo, mas negligencia completamente o pensamento.

Sobre esta edição, tradução direta do alemão por Lucas Praxedes, do livro “Parerga und Paralipomena” volume 2. Schopenhauer faz citações diretas a vários outros textos em seus idiomas originais, nesses casos, manteve-se a citação original e inclui-se a tradução em seguida entre parênteses.

Notas e referências incluídas que não são do Schopenhauer nem do Editor, mas da tradução, tem o indicativo da “, NT” nos parênteses.

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