Sobre o livro
Carpe diem com poesia – Nota de orelha de Adriane Garcia
Setembro é o mês em que no Brasil inicia-se a primavera.
Setembros, este livro de Pedro Barbosa, floresce depois da plena consciência do outono.
O autor é engenheiro naval – avisa – mas não de aço: de carne, osso e espírito. Deste espírito é que lhe soprará a poesia, ciente da efemeridade e da luta humana por se entender no tempo.
O mar, os peixes, os ventos, os rochedos… uma constante destes elementos, pois que a poesia dá-se num olhar ao que circunda o que mais tarde se manifestará como eu-lírico. Assim, afetos, infância, pai, mãe, família, Deus, em um exercício da experiência, que busca sentido e religa, esse verbo base da palavra “religião”, no sentido de transcendência.
Nos temas, o poeta busca a simplicidade e nesta a virtude:
“Amar é sacrifício
Viver sim é converter
Virtude em vício.”
Por fim, não temer profundidades:
“Morrer é tarefa
Que se ganha
Logo que se nasce” , mas, antes da fatalidade que irmana os homens, engravidar o tempo. Desta forma, Pedro Barbosa lindamente nos conta que
“O dia tem muitas horas,
Nenhuma delas excede em poesia o acaso”.
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