S.O.S. Para o mundo que eu quero descer

Por Moacyr Medeiros Alves

Sobre o livro

Das várias e ricas facetas de Moacyr Medeiros Alves, faltava vir à tona e ao público o Moacyr – Poeta. De um versejar arrojado, inovador, rompedor de padrões estéticos, sua poesia o anuncia um “Boca do inferno”, ressuscitando a irreverência e a coragem de Gregório de Matos Guerra. (Havia desvelado-se em denodo em seu livro inaugural Dito Bé. Prosa bem engendrada e mais bem ainda recebida por todos sem a quase fúria do presente livro).

Não bastassem as várias e ricas nuances da obra, tem-se ainda o acréscimo estético da capa, aquarela criada especialmente pelo renomado pintor e artista plástico itarareense, Jorge Churei, que já encantara a todos com a capa de publicação anterior, Dito Bé, de Moacyr Alves.

Nas palavras de apresentação do livro temos a essência do que o leitor terá pela frente: mordacidade, rebeldia e desesperança generalizada.

Em S.O.S. Para o mundo que eu quero descer! o autor debocha das loucuras de um planeta anacrônico e desigual. Quer descer de um planeta que parece fazer piruetas desordenadas no Sistema Solar, arriscando desorbitar-se. É possível, porém, descer em segurança de um mundo desvairado? Como Moacyr comenta, temos a terrível realidade de 137 pessoas assassinadas, por dia, no Brasil. Insegurança generalizada é tudo o que temos. E é para menos?

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