Sobre o livro
“Rumo a todos os confins – e te amo” é uma declaração de liberdade – sem rompimentos.
(…)
Quanto mais simples o verso mais difícil captar suas sutilezas.
(…)
No fim do último verso, nas duas últimas palavras do poema, se aclaram “às vastidões” e seus lugares, e o “universo”, e os “teus lábios” e “o infinito”: “amor e afins”.
Aí o “amor” e seus “afins” não vem das vastidões, do universo, dos teus lábios, do infinito; não vem, leva à.
Vem de onde então? (…)
O amor como uma jornada que comece com um chamado e siga como constante aprendizado – inconclusivo.
O amor não se conclui em si, nem a gente nele, nem ele na gente – se perpetua: “nos confins/ Ao invés de perder, acho amor e afins”.
(…)
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