Sobre o livro
O Rio de Janeiro é mais do que uma cidade — é um espelho rachado do Brasil. Por trás do cartão-postal, há séculos de repressão, exclusão e sangue. Este livro revela como a violência se tornou o idioma político do Estado brasileiro e como o poder, desde o nascimento da cidade, aprendeu a governar pela força.
Da fundação colonial à era digital, do pelourinho ao caveirão, As Origens da Violência no Rio de Janeiro traça uma linha ininterrupta que conecta o açoite do escravo à bala do fuzil. O livro expõe a continuidade brutal de um sistema que muda de uniforme, mas nunca de alvo: o corpo negro e pobre.
Com base em registros históricos, arquivos policiais, pesquisas acadêmicas e testemunhos humanos, Alex Ricoh reconstrói mais de quatro séculos de história — do Império à República, da Ditadura à Democracia — mostrando que, no Rio, a violência não é uma exceção, mas uma política de Estado.
Cada capítulo é um mergulho profundo na alma da cidade: das primeiras forças repressivas coloniais às chacinas contemporâneas que estampam os noticiários. O livro não se limita a contar mortes — ele revela os mecanismos que as produzem, as ideologias que as justificam e as estruturas que as perpetuam.
É também uma homenagem às vítimas, às mães que perderam seus filhos e aos que resistem. Porque o Rio, mesmo ferido, continua de pé — e a memória é sua forma mais poderosa de resistência.
As Origens da Violência no Rio de Janeiro é um livro denso, necessário e corajoso. Um documento histórico e poético sobre a cidade que o Brasil insiste em não entender — e que talvez, ao compreender, finalmente possa curar.
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