Revolucionários & Democratas: Vivências e Representações (1960–1980

Por Reginaldo Fernandes

Sobre o livro

Nas primeiras décadas do século XX, subversão era frequentemente tomada por sinonímia de ?estrangeiro?, nomeadamente os anarquistas.

Após a Revolução Russa de 1917 e com a fundação do Partido Comunista do Brasil em 1922, essa representação foi “colada” na figura de seus adeptos e simpatizantes, como portadores de ideologias alienígenas que contaminavam os nacionais. Com o advento do Estado Novo e a ?adesão?

de Getúlio ao lado americano da Segunda Guerra Mundial, somaram-se a estes os integralistas e os imigrantes de origem em países do eixo.

Uma vez desarticulados os “camisas verdes” ainda durante a ditadura de Vargas, e terminada a guerra, coube aos “vermelhos” e assemelhados o papel de principais “desagregadores da ordem social”, sobremaneira agravado pela fracassada tentativa de tomada do poder em 1935, conhecida por “Intentona”.

Desde então, a figura do “comunista” detém a chancela de “subversor” maior que povoa a mente de boa parte do imaginário nacional.

Este livro busca trazer uma contribuição à desmitificação dessa figura supostamente sem rosto e “inimigo da civilização cristã ocidental”, contando a história de homens e mulheres que, na busca por um mundo para além da lógica do capital, se viram na premência de pensar a democracia ante as formas autoritárias que contaminavam as visões de mundo predominantes no espectro ideológico de então, à direita ou à esquerda, em um processo sempre inacabado, inerente às experiências genuinamente democráticas de organização social.

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