Sobre o livro
Raízes Ancestrais, de autoria do professor José Júlio César, foi escrita em 2005/2006, engavetada até a data presente, tem como proposta principal resgatar as angústias, as mazelas e as dores daqueles que deixaram tudo pelo sonho de dias melhores, os seringueiros nordestinos, dos quais grande parcela da sociedade acreana é descendente (eu inclusa).
O legítimo acreano sabe, ainda que por meio de seus avós, pelas histórias contadas de boca em boca, através da história editada em livros pelos historiadores ou pelos poetas, contistas, romancista, jornalista, dentre outros – uma vez que a história não está limitada aos livros de história oficiais, mas também a própria literatura – quão massacrados foram esses homens, cujos remanescentes são denominados “soldados da borracha”.
Soldados sem glórias, sem vitórias e sem galardão. Sequer tiveram o direito de retornar aos seus.
A temática predominante dos versos de Raízes Ancestrais é a Solidão do tapiri, título do poema introdutório, que mostra o abandono dentro dos quatro metros quadrados do tapiri, com uma rede atada, um fogão de barro, assoalho de paxiúba e paredes de palhas, em contraste com a imensidão da floresta amazônica e os sonhos de quitação da dívida, de voltar para o seus.
Mas ali, tanto a mata quanto o seringueiro eram propriedade do patrão.
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