Psicografia: Verdade ou fé?

Por Iracilda Cavalcante de Freitas

Sobre o livro

Fundamentados nos princípios teóricos de Michel Foucault sobre análise de discursos observamos o discurso religioso Espírita.

Lançamos mão desse suporte teórico porque entendemos que ele oferece a sustentação necessária à investigação científica que ora nos propomos realizar, uma vez que trata o discurso como uma prática social cujo funcionamento é regulamentada por normas que controlam a produção e circulação de discursos em nossa sociedade.

Objetivamos compreender como esse campo discursivo materializa um dizer sobre a comunicação com os mortos , por meio da mediunidade de psicografia e o faz circular por meio de regras próprias.

Selecionamos como corpus analítico os textos que constituem a literatura básica da doutrina: os livros organizados por Allan Kardec e, também, textos que constituem a literatura complementar.

A análise da discursivização produzida por Kardec sobre a doutrina Espírita e a mediunidade de psicografia nesse conjunto de enunciados permitiu-nos observar a importância que o processo de produção discursiva mediúnica psicográfica, o sujeito-autor-psicógrafo, o médium, e o sujeito-autor-psiográfo, o autor espiritual, assumem nesse campo discursivo.

Técnica: a mediunidade de psicografia, técnico: o médium psicógrafo e, produto: o texto psicográfico figuram, para a doutrina, como peças de um jogo de Verdades cuja existência funciona como meio de provar um dos princípios fundantes da doutrina: a imortalidade e a comunicabilidade dos Espíritos e, por que não dizer, como forma de ratificar a própria existência da doutrina.

Iracilda Cavalcante de Freitas

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