Poemas feios como asas de borboletas: o velho canto do urutau

Por Eden Pimentel Coutinho

Sobre o livro

As curvas e becos da cidade tornam tudo violento, propagandas enlatadas causaram muita ansiedade, temos que vencer, empreender, vender-se, forçar sorrisos no meio de tempestades internas, tudo é uma máquina de moer gente, só sobrevivem borboletas cinzas.

Borboletas voam numa tarde qualquer enquanto ouço o canto triste do Urutau, desperto de um sonho e percebo que tudo é nostalgia de poemas irrelevantes, irrelevantes para qualquer um que não sentiu minhas tempestades, personagens vivos somem e se tornam lembranças de asas de borboletas, angústias e amores perdidos se tonam ecos de cantos de urutau.

Poema é desfazer-se da dor, é rasgar personagem vivos e reconstrui-lo, transformar tudo em Frankenstein, tornar tudo leve como asas de borboletas.

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