Platão, Vida E Obra

Por Adeilson Nogueira

Sobre o livro

Scribens est mortuus, diz Cícero: à maneira de um verdadeiro estudioso , ele morreu com a caneta na mão.

Que a alma é uma harmonia; que há razões para que essa harmonia particular não cesse, como a da lira ou da harpa, com a destruição do instrumento que a produziu; por que este tipo de chama não deve sair com o aborrecimento da lâmpada; tais são os argumentos, às vezes pouco melhor do que verbais, que passam por este caminho e que se fazem presentes ao redor do leito de morte de Sócrates.

O grande assertor do abstrato, o impalpável, o invisível, a qualquer custo, mostra ali um domínio de expressão visual igual ao de seu maior discípulo. – Ah, bom mestre! Era o olho tão desprezível um órgão de conhecimento, afinal?

Platão tinha então cerca de vinte e oito anos de idade; um jovem rico, rico também em dons intelectuais; e o que ele viu e ouviu sobre Sócrates proporcionou a correção que seu gênio opulento precisava, e fez dele o mais sério dos escritores.

Há uma história famosa (provavelmente apócrifa e contada também por Euclides sobre um estudante que pergunta a Platão a aplicação do conhecimento que estava sendo ensinado.

Platão ordenou de imediato a um escravo que desse ao aluno uma pequena moeda para que ele não pensasse que tinha adquirido conhecimento por nada, em seguida expulsou-o da escola … Para Platão, o conhecimento não tinha utilidade prática, existia para o bem abstrato da alma.

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